Os números avançados pela notícia da edição de hoje do Expresso mostram que, nos cerca de 25 mil peões atropelados em Portugal entre 2018 e 2022, houve 527 mortes, quase dois mil feridos com gravidade, sendo que a maioria sofreu ferimentos ligeiros,

Traduzido em valores médios, estes dados revelam que a cada três dias há uma vítima mortal por atropelamento.

Estes números são aligeirados pelo período de pandemia, nomeadamente entre 2020 e 2021, face à redução da circulação de pessoas e do tráfego rodoviário.

Em 2022, com o regresso à normalidade, os números voltaram a aumentar e, segundo Expresso, pode haver nova subida no início de 2023. Nos primeiros três meses houve um aumento de 17% no número de peões atropelados face a 2022, número ainda assim abaixo de 2019. Mas foram registadas 22 mortes que é quase o dobro do mesmo período do ano passado e próximo do registado antes da pandemia.

Portugal é o país da Europa Ocidental com mais mortes de peões por milhão de habitantes, uma estatística que os especialistas afirmam que tem ser contrariada com políticas públicas de Governo e autarquias.

A maior parte dos atropelamentos ocorre dentro das cidades e 43% dos peões estavam na passadeira. Nos cinco anos analisados, houve 317 atropelamentos com fuga do condutor, sem qualquer indemnização à pessoa atropelada ou à família, segundo os dados do Fundo de Garantia Automóvel.