“Há coisas incompreensíveis. Quem tem a determinação das autoridades de saúde para ficar no domicílio, tem de ficar no domicílio. Foram extraídas certidões de moradores que se inscreveram [para votar] e que estão confinados obrigatoriamente, mas não estão em casa”, disse o presidente da ANMP, Manuel Machado.

Mais de 12.000 pessoas, entre idosos em lares e pessoas em confinamento obrigatório, vão poder votar sem sair à rua entre hoje e quarta-feira, sendo que o trabalho de recolha do boletim destes eleitores está a ser feito, porta a porta, por equipas montadas pelas autarquias, devidamente equipadas e com regras sanitárias estritas.

Segundo Manuel Machado, já hoje de manhã essas mesmas equipas verificaram, quando iam recolher o boletim de voto, que cidadãos que teriam de estar em casa, a cumprir o isolamento, não estavam.

“As equipas que vão recolher o voto e veem que o cidadão não está em casa”, registam a situação e participam às autoridades. “Isto é motivo de preocupação”, salientou, referindo, sem avançar com números, mas são mais casos “do que seria expectável”.

O presidente da ANMP espera que o próximo domingo, dia das eleições presidenciais, seja “de afluência às urnas” e que “a abstenção seja confinada”.

“As pessoas podem ter confiança que tudo está organizado de modo a que seja respeitada a confidencialidade e, ao mesmo tempo, as questões relacionadas com a pandemia”, frisou.

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