Os distúrbios ocorreram em Vallecas, um bairro operário no sul da capital espanhola considerado um bastião da esquerda, quando cerca de 2.000 pessoas se juntaram numa manifestação contra o comício inaugural, realizado ao ar livre, da campanha do partido de extrema-direita Vox para as eleições regionais de 04 de maio.

Depois de cantarem canções antifascistas, os manifestantes atiraram vários objetos, incluindo pedras da calçada, à polícia, que carregou sobre eles para os dispersar, de acordo com várias testemunhas citadas pela AFP.

Na sequência dos incidentes, a polícia prendeu quatro pessoas, incluindo três menores, disse esta manhã uma porta-voz das forças de segurança a esta agência de notícias francesa.

A porta-voz acrescentou que 21 agentes da polícia foram feridos, 10 dos quais tiveram de ser tratados no hospital, embora os seus ferimentos tenham sido considerados menores.

Os serviços de emergência revelaram através da rede social Twitter que tinham sido tratadas 14 pessoas, principalmente por hematomas e contusões.

Os incidentes desencadearam uma discussão hoje de manhã, com o líder do Vox, Santiago Abascal, a dizer que a força policial tinha sido insuficiente para proteger o comício do seu partido e a acusar o ministro do Interior (Administração Interna) do Governo espanhol de esquerda de ser responsável pelos “ataques” aos militantes e simpatizantes do seu partido.

Por seu lado, o líder do partido de extrema-esquerda Podemos e candidato às eleições de 04 de maio, Pablo Iglesias, acusou, através do Twitter, “os ultras do Vox” de terem ido “provocar violência em Vallecas”.

O Podemos está coligado ao Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) no Governo liderado pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez.

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