Josep Borrell disse à radio espanhola Ser, esta segunda-feira, que o gesto de Espanha procura impedir que os países ignorem a situação ao “permitir que um membro da UE lide com o problema enquanto os restantes descartam responsabilidades”.

Borrel disse ainda que a oferta de Espanha de acolher o navio em Valência (leste) foi uma decisão direta e pessoal do novo presidente do Governo, Pedro Sánchez.

O ministro prometeu também que o problema vai ser levado por Espanha aos chefes de Estado ou de Governo da UE, no Conselho Europeu a realizar-se nos dias 28 e 29 de junho.

O Governo de Itália recusou no domingo autorizar o “Aquarius” a desembarcar num porto italiano 629 migrantes resgatados do mar em várias operações no sábado.

Itália defendeu que deveria ser Malta a acolher os migrantes, entre os quais há 123 menores, mas Malta sustentou que a responsabilidade é de Itália porque as operações de salvamento dos migrantes ocorreram numa zona marítima coordenada por Roma.

A Espanha ofereceu-se, na segunda-feira, para acolher os migrantes, para “evitar uma tragédia humanitária”, e as autoridades estimam que o navio demore quatro dias a fazer o percurso que o separa de Valência.

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