Vasco Leal Cardoso disse à Lusa que “obviamente” vai recorrer da decisão para o Tribunal da Relação de Lisboa.

Luís Ribeiro e a namorada ganharam, em 2007, o primeiro prémio do Euromilhões, mas não se entenderam quanto à repartição do dinheiro, tendo o caso ido parar a tribunal.

Enquanto isso, o dinheiro ficou congelado, por ordem judicial, tendo sido depositado na Caixa de Crédito Agrícola.

Neste processo, Luís Ribeiro queixa-se que a Caixa de Crédito Agrícola lhe prometeu uma taxa de juro de 4,3% mas que entretanto este valor foi descendo “a pique”. Isto, alega, sem que tivesse sido contactado pelo banco para dar conta dessa descida.

Em 2015, depois de concluído o processo judicial que decidiu que o casal deveria dividir o dinheiro “a meias”, Luís Ribeiro foi levantar a sua parte para mudar de banco, tendo recebido 500 mil euros de juros.

Considera que, tendo em conta a taxa de juro inicial, deveria ter recebido perto de 2,6 milhões, pelo que quer ser ressarcido dessa diferença.

Na primeira instância, no Tribunal Cível de Lisboa, a ação foi julgada improcedente.

“O tribunal considera que os comportamentos do banco foram os adequados, mas nós, obviamente, vamos recorrer, porque consideramos que houve comportamentos inqualificáveis”, referiu Vasco Leal Cardoso.

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