Num almoço para cerca de 130 pessoas, em Ansião (Leiria), Paulo Rangel aproveitou a intervenção da convidada de honra, a ex-presidente do PSD Manuela Ferreira Leite, para secundar as críticas da antiga ministra das Finanças.

“O problema que se põe hoje em Portugal é que este Governo, para cumprir as metas europeias, os tais desígnios do Eurogrupo, tem de fazer escolhas políticas: uma das que fez foi claramente uma escolha errada”, apontou, acusando o Governo de ter optado por “secar, abandonar, dispensar, negligenciar” os serviços públicos essenciais.

Dando como exemplos situações que classificou como “caóticas” na saúde, nos transportes públicos, na proteção civil, na atribuição de pensões ou até na renovação do cartão de cidadão, Rangel pediu aos eleitores que aproveitem as europeias do próximo domingo para “dar uma lição” ao primeiro-ministro, António Costa.

“Este é o primeiro teste nacional a António Costa desde que é primeiro-ministro, vamos dar um enorme cartão amarelo, uma enorme lição à arrogância e petulância e aparente superioridade moral de António Costa”, apelou.

Apesar das sondagens, que têm apontado o PSD a alguns pontos de distância do PS, o candidato defendeu que o partido tem “todas as condições de vencer as eleições”.

“É muito importante que António Costa, que tem trazido esta política de desagregação dos serviços públicos, de ilusionismo, seja derrotado nas eleições europeias”, defendeu, pegando quer nas palavras de hoje de Ferreira Leite, quer nas de segunda-feira do ex-líder do PSD Pedro Passos Coelho, que comparou o Governo do PS a um ilusionista.

Para Rangel, as eleições ao Parlamento Europeu podem funcionar como “um dois em um”.

“Por um lado, escolher as melhores ideias e protagonistas europeus, por outro, dar o tal cartão amarelo ao Governo PS e António Costa. Há também aqui uma oportunidade que não devemos perder de castigar, de censurar as escolhas políticas do PS”, defendeu.

Rangel pegou em declarações de hoje da presidente da Entidade Reguladora da Saúde, que apontou falta de meios, para retomar as críticas às falhas em várias áreas dos serviços públicos, que têm sido uma constante nesta campanha.

Depois de uma visita ao pinhal de Leiria, o candidato insistiu que esta degradação se estendeu à área Proteção Civil e à capacidade de combater e prevenir os incêndios e salvaguardar pessoas e bens.

“É de uma floresta negra que se trata e que vai de Alcobaça e Pombal”, lamentou.

Também nas críticas ao setor dos transportes, Rangel aproveitou uma ação de campanha de segunda-feira do seu adversário do PS, Pedro Marques, em Sintra, com o presidente da Câmara, Basílio Horta, eleito em listas socialistas.

“Não deixou de dizer que a sua preocupação era a herança de Pedro Marques nos comboios da linha de Sintra”, afirmou.

Rangel defendeu que o PSD tem propostas no seu manifesto europeu para resolver estes problemas e apontou como exemplo a comunicação oficial, que disse ter sido feita hoje, pela Comissão Europeia de que a partir de 01 de junho estarão disponíveis um grupo de aeronaves e helicópteros da União Europeia para combate aos incêndios.

“Isto acontece porque o PSD e eu em particular, em setembro de 2017, exigi no debate do estado da União a Jean-Claude Juncker que se criasse um mecanismo europeu de proteção civil”, reivindicou.

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