“O PSD do Porto está a atravessar um momento em que é necessário fazer uma reflexão profunda sobre a sua intervenção na sociedade no distrito e na região”, disse o candidato, para quem há, na distrital, “uma necessidade de uma forte renovação não só nos protagonistas, mas também nas políticas que o partido precisa de trazer para o debate público, sobretudo na sua ligação e afirmação na sociedade civil, na ligação aos problemas concretos que a região tem e que os portugueses em geral sentem neste momento”.

Nesse sentido, assinalou o também ex-administrador da Administração dos Portos do Douro, e Leixões, “será necessariamente uma candidatura de refrescamento, de renovação, de regeneração”.

“Penso que a distrital viveu um tempo muito mais virada para as questões internas (…) e penso que neste momento é hora de um refrescamento, arejamento ao nível do pensamento crítico daquilo que deve ser a política e o papel que uma distrital – que é a maior do país do nosso partido – pode dar como contributo” aos que “sentem uma necessidade de ter uma intervenção pública”, salientou.

Alberto Santos quer, por isso, “procurar junto da sociedade civil, de pessoas que não tenham ligações efetivas a partidos”, contributos para a elaboração do seu programa eleitoral e que, após as eleições, continuem a participar “para se fazerem melhores políticas e políticas de vanguarda que correspondam às necessidades”.

“O partido tem de estar a fazer políticas de vanguarda e é esse o contributo que queremos dar para o país e para o futuro”, sublinhou.

Sobre as autárquicas de 2017, nas quais o PS ganhou a maioria dos concelhos do distrito, Alberto Santos assumiu a “grande apreensão e preocupação” face ao “resultado negativo em relação à expectativa que o partido tinha”, admitindo que a preparação “permanente” das eleições será “uma das missões mais relevantes e importantes” da nova comissão política, mas “sem descurar o que é mais importante, que é estar a ler permanentemente a sociedade civil, os problemas efetivos que as pessoas têm”.

Para Alberto Santos, “há hoje em vários domínios um problema de confiança no Estado” e “essa é uma das principais preocupações que qualquer dirigente político, seja de que partido for, devia ter”.

“Os portugueses desconfiam do próprio Estado, um Estado que não está a conseguir responder a níveis essenciais, que têm a ver com os direitos e liberdades das pessoas”, realçou, destacando como “na saúde há pessoas que ainda demoram meses e anos a serem atendidas em consultas de especialidade e intervenções cirúrgicas” e a justiça “ainda demora muito tempo a poder responder àqueles que são os mais fracos”.

Para o social-democrata, o Estado também se “esqueceu de encontrar respostas para os alunos que não conseguem acompanhar a especulação imobiliária” em cidades como o Porto e Lisboa e “está a falhar aí, como falhou na resposta aos problemas da segurança, da prevenção das catástrofes e no seu atendimento pós-catástrofe, como foi o caso dos incêndios.

“Há hoje novas realidades, há hoje um conjunto de liberdades concretas que estão a ser postas em causa por esta falta de confiança no Estado, há novas realidades que o país tem de ter ao nível da consciência ética intergeracional, que é o facto de gerar políticas hoje que tenham em conta as futuras gerações”, destacou.

Advogado e profissão, Alberto Santos foi presidente da Câmara Municipal de Penafiel entre 2001 e 2013, tendo também assumido a presidência da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, da Associação de Municípios do Vale do Sousa e da Associação de Municípios Ribeirinhos do Douro.

Com cinco livros editados, foi ainda administrador na SIMDOURO-Saneamento do Grande Porto e na APDL.

Alberto Sousa junta-se ao professor catedrático da Faculdade de Medicina do Porto Rui Nunes na corrida à presidência do PSD/Porto, estrutura liderada pelo ex-presidente da câmara da Maia, Bragança Fernandes, desde 2016, altura em que sucedeu a Virgílio Macedo.

As eleições para a Distrital PSD do Porto serão convocadas para uma data entre 30 de junho e 07 de julho, sendo que os mandatos são de dois anos.

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