Vítor Ramalho voltou a ser detido e foi presente a um juiz depois de ter atacado uma família de estrangeiros em outubro, escreve hoje o Jornal de Notícias (JN).

Em causa está o facto do ex-autarca do Chega na Assembleia de Freguesia da Póvoa de São Miguel, em Moura, Beja, ter alegadamente efetuado disparos com arma de fogo contra uma família de homem curdo e mulher sueca, com sete filhos menores

Na altura, a Polícia Judiciária (PJ) efetuou a detenção devido a um caso aparente de "ódio racial" e por existirem “fortes indícios” da prática do crime de homicídio qualificado na forma tentada. Agora, depois de reunida prova, Ramalho foi presente a um juiz de instrução criminal, que lhe agravou as medidas de coação e lhe apreendeu 13 armas de fogo.

Escreve o JN que, após uma discussão devido ao estacionamento, o ex-autarca terá perseguido e disparado vários tiros de caçadeira contra a autocaravana da família, com sete filhos entre os três meses e os 11 anos.

A agressão, adiantou a PJ, ocorreu na tarde de 8 de outubro e foi “perpetrada na sequência de contenda ocorrida momentos antes, aparentemente determinada por ódio racial”.

“Após a altercação com o elemento do género masculino do casal, o suspeito perseguiu a viatura onde seguiam as vítimas, executando o crime assim que se mostrou oportunidade”, referiu.

De acordo com a PJ, após a agressão, o suspeito “abandonou o local” e esforçou-se por “ocultar das autoridades objetos e veículos utilizados” na sua execução.

Na sequência de “trabalho de investigação”, sublinhou, foram “recolhidos relevantes elementos probatórios que conduziram à cabal identificação do suspeito e ditaram a emissão de mandados de detenção fora de flagrante delito”.

Na altura, o detido foi presente a tribunal para primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicadas medidas de coação não detentivas, sendo sujeito a termo de identidade e residência mas sem ter as suas armas apreendidas.

Eleito pelo Chega, Vítor Ramalho era vogal da Junta de Freguesia de Póvoa de São Miguel, mas renunciou ao cargo depois da detenção.

Em resposta a este caso, o presidente do Chega, André Ventura, condenou a prática de “quaisquer crimes que envolvam ataques contra a vida ou integridade física” do ser humano e sublinhou que o partido não defende “o ódio racial”.

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