Puigdemont está na Alemanha desde que foi detido no país, a 25 de março, por ordem da Justiça espanhola, quando voltava de carro de uma viagem para a Finlândia.

Até então encontrava-se na Bélgica, desde final de outubro, país onde se instalou para escapar da ação da Justiça espanhola dias depois da mal sucedida declaração unilateral de independência no Parlamento catalão.

Em entrevista coletiva na capital alemã, assegurou que, a partir de agora, a sua "atividade política vai estar concentrada na Bélgica", com o objetivo de continuar a promover o seu projeto separatista para a Catalunha e de internacionalizar a causa.

Lá, pretende instalar o chamado Conselho da República, que há meses se colocou como um organismo dirigente do movimento separatista do exílio. Ao mesmo tempo, vai preparar o lançamento de um partido político que reúna as diferentes correntes do separatismo.

"Toda a gente tem claro, neste momento, que já não é um assunto doméstico espanhol que se possa resolver de portas fechadas, mas que há um olhar europeu sobre a questão catalã", garantiu o ex-dirigente, deposto com todo o seu governo pelo Executivo central espanhol a 27 de outubro.

"Em Bruxelas, temos de continuar a tarefa (...), desenvolver atividades na linha do que o povo da Catalunha aprovou a 1 de outubro", prosseguiu o ex-presidente, em alusão ao referendo, declarado ilegal pela Justiça espanhola e que não contou com as garantias habituais desse tipo de consulta.

Puigdemont agora é livre para se movimentar pelo exterior desde que, na quinta-feira, o juiz espanhol responsável pelo caso contra os separatistas retirou as ordens internacionais de prisão emitidas contra Puigdemont e outros cinco líderes separatistas.

O juiz tomou a decisão depois de um tribunal da Alemanha descartar, recentemente, a possibilidade de extraditar Puigdemont pela grave acusação de rebelião, crime que tem pena prevista de até 25 anos de detenção.

O tribunal alemão confirmou que extraditaria o espanhol apenas pela acusação de má administração de fundos, menos grave em relação aos gastos públicos empregados na organização do referendo de 1 de outubro.

Outros nove separatistas continuam em prisão preventiva em Espanha, acusados de rebelião.

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