Segundo fonte do Ministério do Ambiente e da Ação Climática, que tutela os transportes urbanos, o valor indicado no documento preliminar do Plano de Recuperação e Resiliência (PPR) entregue pelo Governo em Bruxelas corresponde ao investimento total da obra.

“Os 304 milhões de euros correspondem ao investimento total da expansão da linha Vermelha até Alcântara, que será integralmente financiada através dos fundos europeus do PPR”, segundo a resposta enviada à Lusa.

Em maio deste ano, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, afirmava no parlamento que o Governo estava pronto para lançar a expansão da linha Vermelha do Metro de Lisboa em outubro ou novembro se houvesse financiamento.

"A linha Vermelha é, de todas as linhas que constam do plano de expansão do Metro Lisboa, aquela tem estudos mais avançados. Repito: se a conseguirmos financiar, e eu não tenho qualquer indicação neste momento de que isso seja possível, farei tudo para que seja possível", afirmou, salientando, contudo, que isso só será possível caso venha a existir "um pacote financeiro da União Europeia para estimular a economia", no âmbito do combate à crise financeira causada pela covid-19.

Matos Fernandes referia-se à expansão da linha Vermelha de São Sebastião a Alcântara-Alto de Santo Amaro, com passagem pelas Amoreiras, Campo de Ourique e Infante Santo.

Além da obra na linha Vermelha, o Governo prevê também avançar com as obras para a concretização da Linha Circular.

O Orçamento do Estado para 2020 tinha inscritos 210 milhões de euros para o investimento total da expansão da Linha Circular, o qual não foi revisto, de acordo com fonte do ministério, “nem se prevê necessidade de revisão para o avanço das obras”, sublinhou.

A obra é financiada em 83 milhões de euros pelo POSEUR (Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos), sendo o restante - 127, 2 milhões de euros, - financiado pelo Fundo Ambiental e por receitas do Metropolitano de Lisboa obtidas da venda de património, não afeto à exploração, referiu a mesma fonte.

Já segundo a versão preliminar do Orçamento do Estado para 2021, conhecida esta semana, está previsto que o Fundo Ambiental atribua mais de 36 milhões de euros para o Metropolitano de Lisboa, para financiar a expansão da rede e adquirir novos comboios.

De acordo com o documento, deverão ser distribuídas verbas “até ao limite de 36.844.200 euros, para financiamento do Projeto de Expansão da Rede e da aquisição de material circulante e do sistema de sinalização”.

A expansão visa a melhoria da mobilidade na cidade de Lisboa, fomentando a acessibilidade e a conectividade em transporte público, promovendo a redução dos tempos de deslocação, a descarbonização e a mobilidade sustentável.

A Linha Circular pretende ligar a estação do Cais do Sodré (linha Verde) à do Rato (linha Amarela) e, para isso, está prevista a construção de duas novas estações: uma na zona de Santos e outra na zona da Estrela.

Segundo a resposta à Lusa do ministério, prevê-se que as obras do troço Rato -Santos “deverão iniciar-se no primeiro trimestre de 2021, estimando-se a conclusão das obras no final de 2023 e a entrada ao serviço em 2024”.

A atual linha Verde vai desde o Cais do Sodré a Telheiras, mas com esta obra passará a ter as estações da linha Amarela (a partir da Cidade Universitária até ao Rato), formando assim “um círculo” na rede do Metropolitano da capital.

A linha Amarela, que vai desde o Rato a Odivelas, irá perder todas as estações até ao Campo Grande e aí ficará com Telheiras (que era da linha verde) e passará a ir de Telheiras até Odivelas.

Já a linha Vermelha, liga São Sebastião ao Aeroporto sendo prevista a sua expansão de São Sebastião a Alcântara-Alto de Santo Amaro, com passagem pelas Amoreiras, Campo de Ourique e Infante Santo.

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