O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) referiu à Lusa que foram assistidos 16 feridos no local, dos quais um bombeiro em estado grave.

O bombeiro em questão tem lesões ao nível da bacia e algumas fraturas e foi transportado para o Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa.

Dos restantes feridos, 14 são ligeiros, entre os quais quatro bombeiros e 10 civis. Estas 14 pessoas foram transportadas para os hospitais de são Francisco Xavier e de Santa Maria, em Lisboa, e Fernando da Fonseca, na Amadora.

Foi ainda assistido no local um outro bombeiro que não precisou de ser transportado para uma unidade hospitalar, segundo o INEM.

Para assistência aos feridos, indicou, foram mobilizadas para o local duas viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER), 10 ambulâncias do INEM, bombeiros, Cruz Vermelha e uma unidade móvel intervenção psicológica de emergência.

As autoridades estão a aferir a totalidade das pessoas que se encontravam no edifício, já que algumas saíram sozinhas e outras foram retiradas pelas forças de socorro.

“Estamos a fazer a avaliação final para ver se não está mais ninguém no prédio”, indicou o comandante operacional distrital de Lisboa, Hugo Santos, referindo que o prédio tem "danos graves".

Os Bombeiros da Amadora responderam a uma chamada relativa a uma fuga de gás num edifício de oito andares e, quando já estavam no local, ocorreu a explosão.

"Tratou-se de uma explosão de alguma dimensão, com danos materiais e também feridos", disse à Lusa o comandante da Proteção Civil da Amadora, Luís Carvalho, precisando que o incidente ocorreu na Rua José Maria Pereira, número 7.

"Foram também retiradas as pessoas do prédio e dos prédios adjacentes", acrescentou o responsável. “Ocorreu uma explosão derivada de uma fuga de gás num prédio habitacional".

Dezenas de moradores permanecem na rua

Dezenas de moradores dos prédios adjacentes àquele onde esta manhã ocorreu a explosão aguardam na rua para saber se podem pernoitar em casa, enquanto as autoridades avaliam os estragos.

Pelas 14:30, várias dezenas de moradores ainda aguardavam por autorização para regressar a casa e verificar os estragos provocados pela explosão, sendo que alguns deles relataram à agência Lusa que tinham os animais no apartamento.

“Assim que soubemos da explosão viemos para cá. Nenhum de nós estava em casa e não sabemos o que vamos encontrar. Em princípio, está tudo bem, mas temos lá os gatos e estamos muito preocupados”, contou António Guimarães, residente no quinto andar do prédio ao lado onde ocorreu a explosão e que aguardava com a mulher e a filha.

Também bastante impaciente estava Fernando Morais, que se encontrava em casa, também no prédio ao lado, segundo contou à Lusa.

“Estava a trabalhar quando ocorreu a explosão. Foi um barulho ensurdecedor. Um abanão que nunca senti na vida. Consegui ver tudo a cair e só tive tempo de pegar na minha mãe e sair. Vi que o meu carro não sofreu danos e que, aparentemente, as paredes da minha casa também não. Vamos ver se há condições de regressar hoje para dormir”, afirmou o morador, visivelmente transtornado.

A Lusa constatou no local que também os vidros de montras de estabelecimentos comerciais ficaram destruídos na sequência da explosão, alguns deles localizados a centenas de metros do prédio afetado.

Num balanço feito pelas 14:20, o Comandante da Proteção Civil da Amadora, Luís Carvalho, adiantou que ainda vão decorrer trabalhos de avaliação dos estragos e das condições estruturais dos prédios, ressalvando que os moradores do prédio onde ocorreu a explosão não terão condições de, “pelo menos, nos próximos dias pernoitar nas suas habitações”.

“Não temos condições de considerar um prazo de quando é que as pessoas poderão voltar às suas habitações. Eu conseguiria arriscar que nos próximos dias não há essas condições. Olhando para o edifício percebemos que não existe qualquer condição de habitabilidade para os moradores voltarem”, apontou.

Luís Carvalho referiu ainda que, além dos moradores residentes no prédio mais afetado pela explosão, também poderão existir moradores de prédios adjacentes a ter de pernoitar num alojamento alternativo.

“Ainda estamos a fazer um levantamento. Toda a contabilidade para perceber quem vai ter apoio familiar ou alojamento de habitação temporário. Temos edifícios adjacentes que sofreram com as projeções de materiais e têm as fachadas danificadas e as janelas. Vamos avaliar”, apontou

O responsável da proteção civil da Amadora explicou também que nas próximas horas as autoridades vão fazer uma avaliação mais profunda dos estragos, não existindo, por isso, uma previsão para o regresso das pessoas às suas habitações.

Relativamente aos animais que ainda se encontram sozinhos nos edifícios, Luís Carvalho referiu que se encontra no local uma veterinária municipal e ressalvou que, neste momento, ainda “não existem condições de segurança para que os moradores entrem nos edifícios afetados.

A explosão originou ainda a criação de “bolsas de gás” que obrigaram à evacuação de um prédio numa rua adjacente, situação que foi rapidamente resolvida, tendo os moradores regressado já às suas casas.

A página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil indicava perto das 15:00 que no local estavam 78 operacionais das forças de socorro e segurança e 28 veículos.

(Notícia atualizada às 16h09)

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