O ministério reviu em baixa o número de pessoas desaparecidas, indicando existirem 21, quando até agora tinha referido várias dezenas.

O anterior balanço dava conta de 154 mortos e mais de 5.000 feridos devido às explosões, que as autoridades libanesas têm atribuído a um incêndio num depósito no porto onde se encontravam armazenadas cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio. O governo reconheceu que esta substância química perigosa estava armazenada “sem medidas de precaução”.

Na sexta-feira, o Ministério da Saúde disse que 120 dos feridos se encontravam em estado crítico, tendo as explosões deixado também até 300.000 pessoas desalojadas.

A explosão com uma força nunca vista, a mais devastadora que já ocorreu no Líbano, alimentou a raiva de uma população já mobilizada desde o outono de 2019 contra os líderes libaneses, acusados de corrupção e ineficácia em manifestações que reuniram centenas de milhares de pessoas.

Milhares estão hoje concentrados no centro de Beirute para pedir contas às autoridades sobre as explosões, que o Presidente do Líbano, Michel Aoun, admitiu poder dever-se a “um míssil ou uma bomba”.

Aoun rejeitou na sexta-feira qualquer investigação internacional sobre a explosão. As autoridades libanesas já detiveram mais de duas dezenas de pessoas em relação com o desastre, entre funcionários do porto e da alfândega.

A tragédia atingiu o país que vive uma crise política e uma crise económica séria – marcada por uma desvalorização sem precedentes da sua moeda, hiperinflação, despedimentos em massa -, agravada pela pandemia do novo coronavírus, que obrigou as autoridades a confinarem a população durante três meses.

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