É agora oficial. O futuro de Fernando Medina não vai passar pela Câmara Municipal de Lisboa nos próximos quatro anos, nem como presidente, como ditou o resultado das eleições autárquicas no passado dia 26 de setembro que revelaram a vitória a Carlos Moedas, cabeça de lista da coligação Novos Tempos, nem como vereador, como anunciou o próprio em carta enviada à Assembleia Municipal de Lisboa e que é revelada pelo Expresso.

No texto, Medina justifica a decisão como forma de facilitar a vida ao novo executivo e à oposição.

“Venho por este meio formalizar a minha renúncia ao cargo de vereador no próximo executivo camarário. Foi uma resolução ponderada, escutando e ouvindo a opinião de várias pessoas ao longo da última semana, mas no fim foi o que teria de ser sempre. Uma decisão individual”, lê-se numa carta dirigida ao presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, José Maximiano Leitão, com a data de hoje.

O ex-autarca diz que esta é uma "decisão individual" e que quer evitar a "pessoalização" do debate e a concentração das discussões na Câmara Municipal.

"Ao contrário do Governo, onde só fazem parte do executivo membros nomeados pelo primeiro-ministro, a oposição nas autarquias integra o executivo. A minha saída da câmara municipal facilita a vida aos futuros órgãos da autarquia, reduzindo o nível de pessoalização do debate e concentrando a discussão política na procura de soluções para os desafios do futuro", escreveu.

Apesar desta decisão, Fernando Medina realçou: “Não deixarei nunca de ter uma profunda ligação à cidade. Como disse há poucas semanas, e volto a repetir depois de os resultados serem conhecidos, Lisboa é a cidade da minha vida”.

Na carta de renúncia, o socialista referiu ainda que não precisa de exercer qualquer cargo para continuar atento ao desenvolvimento de Lisboa, considerando que a cidade hoje apresenta “uma sólida situação económica financeira e um vasto conjunto de projetos em curso”.

Neste sentido, o presidente cessante assegurou que vai continuar “sempre civicamente ativo e empenhado” no que acredita ser o melhor para a capital do país.

Fernando Medina foi vereador no executivo liderado por António Costa entre 2013 e 2015, ano em que assumiu a presidência da Câmara depois de o líder socialista ter assumido o cargo de primeiro-ministro. Ficou à frente da autarquia durante seis anos.

A tomada de posse do social-democrata Carlos Moedas como presidente da Câmara Municipal de Lisboa está marcada para segunda-feira, 18 de outubro, pelas 17:00, na Praça do Município, numa cerimónia em que também tomarão posse os vereadores eleitos, bem como os deputados municipais eleitos para a Assembleia Municipal de Lisboa e os presidentes de Juntas de Freguesia eleitos, na qualidade de deputados municipais por inerência.

Segundo os resultados oficiais, ainda provisórios, a coligação “Novos Tempos” (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança) conseguiu sete vereadores, com 34,25% dos votos (83.121 votos); a coligação “Mais Lisboa” (PS/Livre) obteve também sete vereadores, com 33,3% (80.822 votos); a CDU (PCP/PEV) dois, com 10,52% (25.528 votos); e o BE conseguiu um mandato, com 6,21% (15.063).

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