A organização anunciou, numa carta datada de 16 de abril, a sua decisão de encerrar o "seu ciclo histórico" e que dissolveu "completamente todas as suas estruturas".

No referido documento enviado a agentes políticos, económicos e sociais, a que agência espanhola Efe teve acesso e que o El País cita, a organização diz ainda que "deu por terminada a sua iniciativa política".

Escreve o El País que, pelo menos um sindicato e outros grupos sociais e económicos confirmam que receberam a comunicação, na semana passada. De acordo com a publicação, a organização terá enviado a carta como uma forma de demonstrar que a decisão de se dissolver "é final e conclusiva".

O jornal El Diario Vasco, que divulgou a carta na íntegra, adiante ainda que a organização separatista basca poderá emitir um vídeo nas próximas horas através de um meio internacional, que deverá ser a BBC.

Com esta comunicação, a ETA encerra o processo "iniciado em 2010, com a intenção de abrir um novo ciclo político em Euskal Herria".

Noutra carta, cujo conteúdo foi conhecido no passado dia 20 de abril, a ETA reconhece danos e pede desculpa às vítimas.

"Causamos muita dor e danos irreparáveis, queremos mostrar o nosso respeito aos mortos, feridos e vítimas das ações da ETA. Lamentamos muito", declarou a organização, num comunicado divulgado pelos jornais espanhóis Gara e Berria.

A ETA reconheceu que tem "responsabilidade direta" no sofrimento excessivo de décadas da sociedade basca, com "mortos, feridos, torturados, sequestrados ou forçados a fugir para o exterior", algo que nunca devia ter "acontecido durante tanto tempo".

De acordo com a imprensa espanhola, a organização separatista basca anunciará oficialmente a dissolução a 5 de maio, durante uma cerimónia marcada para Bayonne, no País Basco francês.

O grupo declarou o cessar fogo em 2011 e entregou as armas que tinha em seu poder em abril de 2017. Este anúncio coloca um ponto final a mais de cinquenta anos marcados por atentados terroristas que reclamavam a independência do País Basco e que causaram a morte a mais de 850 pessoas.

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