Em comunicado, a FLAD explica que o vencedor será anunciado em março e que o prémio pretende apoiar a investigação clínica de jovens psicólogos, psiquiatras, médicos de família, neurologistas e outros profissionais da área da saúde mental, em articulação com instituições dos Estados Unidos.

“É um apoio inédito a jovens investigadores em Portugal para desenvolverem novas linhas de investigação clínica em Saúde Mental, desde a prevenção até ao tratamento e à reabilitação”, refere a FLAD, em comunicado, sublinhando que objetivo é ”contribuir para a qualidade de vida dos pacientes que sofrem de perturbações mentais, numa época em que as necessidades em torno da Saúde Mental são ainda mais evidentes”.

O prémio foi lançado no âmbito do Dia Mundial da Saúde mental, que se assinala no sábado, dia 10 de outubro, e nesta primeira edição a FLAD explica que preferiu “não fechar o campo de investigação num grupo particular ou numa patologia específica”.

“O foco está no desenvolvimento de novas abordagens de âmbito clínico, desde a prevenção até ao tratamento e à reabilitação. A ideia é que essas abordagens traduzam uma melhor compreensão do impacto de diferentes fatores – biológico, experiências de vida, história familiar, epidemiológico, entre outros – no desenvolvimento de perturbações mentais”, refere a instituição.

Citada no comunicado, a presidente da FLAD, Rita Faden, acrescenta: “Mais do que nunca, é importante valorizar a Saúde Mental e lutar contra o estigma a que está associada”.

“Ao premiar projetos inovadores nesta área, queremos ajudar a promover a qualidade de vida dos pacientes e contribuir para a diminuição do impacto que as perturbações mentais têm, não só em cada pessoa, mas na sociedade”, sublinha a responsável.

Na nota, a FLAD diz ainda que a iniciativa, que será renovada todos anos, tem o reconhecimento da ministra da Saúde, Marta Temido, e da Organização Mundial de Saúde e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Também citada no comunicado, a ministra Marta Temido enaltece o “sentido de oportunidade” desta iniciativa, frisando o estímulo que vem dar à investigação científica portuguesa, “numa área que é transversal a todos os setores da sociedade e absolutamente central na vida de cada um de nós”.

“Dispor de resultados de investigação sobre as determinantes da Saúde Mental é um contributo decisivo para adequar as políticas, estratégias e planos de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação da doença”, acrescenta.

Dévora Kestel, diretora do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da Organização Mundial de Saúde manifestou-se satisfeita com esta iniciativa, considerando que “há demasiado tempo que a Saúde Mental tem sido negligenciada”.

Aida a Alta Comissária Adjunta das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Nada Al-Nashif, disse que a Saúde Mental é "parte essencial do nosso bem-estar e deve estar no centro da resposta e recuperação da Covid-19".

O júri é composto por Miguel Xavier, diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental, Catarina Resende de Oliveira, ex-diretora do Centro de Neurociências e Biologia Celular e presidente da Agência para a Investigação Clínica e Inovação Biomédica e Margaret Lanca, professora assistente no Departamento de Psicologia da Harvard Medical School, diretora de Neuropsicologia Adulta na Psychological Testing and Training de Cambridge Health Alliance e Presidente da Massachusetts Psychological Association).

O prémio tem um valor de 300 mil euros, por um máximo de 3 anos. As candidaturas serão recebidas entre 1 e 30 de novembro, através do site da FLAD.

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