Estas culturas agrícolas inseridas na área protegida do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) são tidas como as principais fontes de riqueza deste concelho do sul do distrito de Bragança.

Segundo os técnicos, o PNDI é um habitat natural onde prevalecem diversas espécies autóctones de flora e de fauna únicas na Península Ibérica.

De acordo com a mesma fonte da proteção Civil municipal, o fogo chegou a isolar a aldeia de Poiares e obrigou ao corte de estradas, o que complicou a ação a residentes e bombeiros.

Segundo avançou à agência Lusa a presidente da câmara de Freixo de Espada à Cinta, Maria do Céu Quintas, os terrenos ardem devido a políticas restritivas praticadas pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), que não autoriza o rompimento de caminhos e outras ligações, para servirem as propriedades agrícolas e funcionarem como corta-fogos.

"A falta de caminhos que liguem as propriedades agrícolas leva a um sucessivo abandono das terras, criando condições para a propagação de incêndios. Contudo, cada vez que é preciso fazer um rompimento, há sempre a ameaça de contraordenação por parte do ICNF", acusou a autarca.

De acordo com informação prestada na página de internet da Proteção Civil às 23:30, estão no local 135 operacionais, apoiados por 48 veículos, sendo, no momento, o maior incêndio florestal em todo o distrito de Bragança.