Falando sob a condição de não serem identificados, os altos funcionários ouvidos pela AFP precisaram que o acordo foi alcançado depois de reuniões realizadas em Najaf, uma cidade sagrada xiita, no sul do país, sob supervisão do general Qassem Soleimani, comandante das forças de operações externas do exército ideológico iraniano.

Com este acordo, que surge depois de três semanas de intensos protestos que praticamente paralisaram uma parte do país, as principais forças políticas aceitaram manter o primeiro-ministro Adel Abdelmahdi no poder, enquanto preparam reformas que permitam intensificar a luta contra a corrupção e avançar com emendas à Constituição.

As manifestações das forças antigovernamentais têm sido marcadas por forte repressão das forças governamentais.

Desde o início de outubro que quase 300 pessoas foram mortas e que mais de 12 mil ficaram feridas na sequência de um movimento de protestos sem precedentes.

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