Os números da prefeitura corrigem dados anteriores, que apontavam para quatro mortos, dois bombeiros e dois civis.

Segundo várias fontes, os bombeiros já estavam no local a combater as chamas quando ocorreu a explosão. A presidente da autarquia local, Anne Hidalgo, confirmou já nas redes sociais a morte de dois bombeiros.

"A onda de choque espalhou-se pelas quatro ruas adjacentes a cerca de 100 metros e estamos a investigar todos os lugares para ver se há outras vítimas," disse no local o comandante dos bombeiros de Paris, Eric Moulin.

O procurador de Paris, Rémi Heitz, disse também no local que, nesta fase, as autoridades acreditam que a explosão teve “obviamente uma origem acidental, uma fuga de gás".

"Primeiro, há uma fuga de gás, depois a chegada de bombeiros, seguida por uma explosão que causou o incêndio", explicou.

As primeiras informações indicam que o que se passou, cerca das 09:00 da manhã em Paris (08:00 em Lisboa), foi um incêndio seguido de uma forte explosão. As autoridades investigam uma fuga de gás na Rue de Trévise como a principal pista para explicar o sinistro.

A explosão destruiu montras das redondezas e vidros de janelas de habitações.

Fonte oficial da secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas disse à Lusa que o Consulado de Paris está a monitorizar a situação e não há, até ao momento, informação de portugueses entre as vítimas.

A explosão aconteceu ao início de mais um dia de protestos em Paris do chamado movimento dos ‘coletes amarelos’, que se teme que pode degenerar em distúrbios.

Em toda a França estão mobilizados cerca de 80 mil polícias e agentes dos serviços de segurança.

Este é o nono sábado de mobilização contra o aumento dos combustíveis, por uma taxação mais justa e contra a queda do poder de compra.

A emblemática torre Eiffel estará fechada hoje, tal como uma dezena de museus em Paris, para prevenir qualquer impacto de uma possível manifestação marcada pela violência.

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