“Acolher os refugiados que fogem da guerra é parte do nosso dever”, disse, ao lado do seu novo congénere alemão, Sigmar Gabriel, depois de um encontro entre ambos. “Devemos (…) assegurar que isso acontece de forma equitativa, justa e solidária”, acrescentou.

Trump assinou na sexta-feira uma ordem executiva para suspender a chegada de refugiados aos EUA e impor controlos severos a quem viaja com origem em sete países muçulmanos.

“Essa decisão só pode causar-nos preocupação, mas há um conjunto de outras questões a causar-nos preocupação”, disse Ayrault, quando questionado pelos jornalistas acerca das restrições.

Jean-Marc Ayrault e o ministro alemão decidiram entrar em contacto com o secretário de Estado norte-americano nomeado, Rex Tillerson, assim que tome posse, “para discutir o assunto ponto por ponto e ter uma relação clara”.

“A clareza, a coerência e, se necessário, a firmeza são necessárias para defender as nossas crenças, os nossos valores, a nossa visão do mundo, os nossos interesses – o francês, o alemão e o europeu”, acrescentou.

Gabriel realizou a sua primeira viagem ao estrangeiro desde que foi nomeado, na sexta-feira, para substituir Frank-Walter Steinmeier.

Pelo seu lado, um porta-voz da Comissão Europeia disse que não tinha “nenhum comentário a fazer” sobre as decisões de Trump.

No entanto, relembrou “os comentários feitos várias vezes pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, de que a Europa é e permanece aberta a todos aqueles que fogem dos conflitos armados e do terror, qualquer que seja sua religião”.

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