"Vamos testar no aeroporto os viajantes que vêm dos países denominados 'vermelhos', ou seja, dos países com mais circulação do coronavírus", declarou o porta-voz do Governo francês ao canal BFMTV.

Segundo Gabriel Attal, poderão ser realizados até 2.000 testes diários. "Os que fizeram um teste no seu país de origem não terão que voltar a fazê-lo quando chegam a França. Mas terão que apresentar a prova de que fizeram o exame", completou.

O ministro da Saúde, Olivier Véran, afirmou na sexta-feira que estava a trabalhar para organizar nos aeroportos testes de saliva para os passageiros procedentes de um país de risco. Os exames serão "propostos", já que "ninguém pode ser forçado a se submeter a um teste", explicou.

Os testes rápidos de diagnóstico de infecção estão a ser validados pelas autoridades de saúde.

Sobre a máscara, que não tem uso obrigatório na França, 14 médicos renomados pediram no sábado a aprovação da obrigatoriedade de uso do produto em locais públicos fechados para evitar novos focos de Covid-19, que provocou mais de 30.000 mortes no país.

Mas, segundo o porta-voz do Governo, por agora, não está previsto obrigar os franceses a usarem máscara nos lugares públicos, embora esta seja uma recomendação. “Os franceses são responsáveis e quando lhes fazemos uma recomendação respeitam-na de forma massiva”, afirmou , sublinhando, contudo, que o Governo adapta sempre as suas recomendações consoante a evolução da situação.

A França ultrapassou já a barreira das 30.000 mortes devido à infeção provocada pelo novo coronavírus, de acordo com o mais recente balanço, divulgado na sexta-feira.

Na altura, as autoridades de saúde pediram prudência aos franceses por causa do início das férias para muitos deles e devido à ponte que coincide com o feriado nacional de 14 de julho, em que se comemora a Tomada da Bastilha.

As autoridades de saúde francesas referiram também que nas últimas semanas se registou uma inversão na tendência do número de infeções, a qual tinha diminuído.

Notícia atualizada às 17h23m

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