Numa declaração na sede nacional do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos considerou que "todos os objetivos do CDS para estas eleições presidenciais foram conseguidos", salientando que isso é um "motivo de satisfação" e dá ao partido "razões para sorrir".

"O CDS quis uma vitória à primeira volta do seu candidato, e conseguimos; o CDS quis somar os votos à direita e não quis dividi-la, e também conseguimos; o CDS quis uma vitória da direita social e também conseguimos", especificou.

Considerando que "o CDS está hoje, uma vez mais, a celebrar uma vitória eleitoral", o presidente democrata-cristão advogou que "o contributo do CDS para esta maioria foi importante para conseguir esta vitória à primeira volta".

O presidente do CDS enviou um "caloroso abraço" ao candidato que o partido decidiu apoiar e realçou que Marcelo teve hoje um "resultado superior aquele que teve há cinco anos".

Na ótica de Francisco Rodrigues dos Santos, este resultado do atual Presidente da República “prova que o CDS pertence a uma maioria esmagadora absoluta de portugueses que hoje podem celebrar a vitória neste ato eleitoral”.

Em contrapartida, continuou, "a esquerda voltou hoje a perder eleições", e teve hoje "o pior resultado de sempre em eleições presidenciais".

"Nas eleições presidenciais conta quem fica em primeiro lugar" e os outros candidatos "não retiram desta eleição nada de ganho para o futuro, nomeadamente para próximas eleições", frisou igualmente, repetindo o que disse momentos antes o vice-presidente centrista António Carlos Monteiro aos jornalistas, que os resultados na eleição para Presidente da República "esgotam-se no próprio dia".

O presidente do CDS-PP aproveitou também para apontar que os "portugueses podem ter a certeza" que "dar força ao CDS é contribuir para virar a página do socialismo em Portugal", e apontou ao próximo desafio eleitoral: "o CDS está mobilizado e preparado para as próximas eleições autárquicas, onde estará com toda a energia e toda a determinação para, uma vez mais, conseguir vitórias à direita e honrar a tradição do nosso partido".

Francisco Rodrigues dos Santos falava aos jornalistas na sede nacional do partido, em Lisboa, depois de conhecidas as projeções e os resultados provisórios que apontam para a vitória do atual Presidente nas eleições presidenciais de hoje.

Entretanto, os dados oficiais confirmaram que Marcelo Rebelo de Sousa foi reeleito Presidente da República nas eleições de hoje, quando faltavam apurar os resultados de 53 freguesias.

Nas freguesias por apurar há menos recenseados do que o número de votos que separa Marcelo Rebelo de Sousa do segundo candidato mais votado até agora nestas eleições, Ana Gomes, pelo que o atual Presidente foi reeleito para o cargo.

Para a décima eleição do Presidente da República, desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, estavam inscritos 10.865.010 eleitores, mais 1.208.536 do que no sufrágio anterior, em 2016.

Foram sete os candidatos ao Palácio de Belém: Além do atual Presidente e recandidato, Marcelo Rebelo de Sousa, apoiado pelo PSD e CDS-PP, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e antiga eurodeputada do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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