“Vai ser uma grande manifestação, pois a insatisfação é muito grande e foram criadas expectativas”, disse a dirigente sindical aos jornalistas, lamentando que o Governo se mantenha “mudo e calado” sobre o caderno reivindicativo da Frente Comum, afeta à CGTP.

Os problemas “continuam a ser os mesmos, agravados com a posição da secretária de Estado da Administração [e do Emprego Público], desde o último plenário que fizemos, onde entregámos mais de 39 mil assinaturas a exigir os aumentos dos salários”, disse a dirigente sindical.

“Depois de termos realizado uma das maiores greves de sempre da Administração Pública com os mesmos objetivos, o Governo continua sem responder às propostas dos sindicatos”, sublinhou Ana Avoila.

E prosseguiu: “O Governo só quer negociar o aumento dos salários dos trabalhadores da Administração Pública a partir de 2020 e 2021, tendo em conta a inflação”.

“Não é aceitável um aumento dos salários para os trabalhadores com base na inflação”, advertiu a sindicalista, realçando que a subida dos salários tem de ser feita atendendo ao “aumento do custo de vida e à perda de poder de compra”.

Para Ana Avoila, a manifestação que se realizará a 10 de maio visa exigir ao Governo um aumento de 60 euros para “os trabalhadores que ganham menos de 1.500 euros e uma subida de 4% para quem ganha acima deste valor”, o que corresponderá a um valor de aproximadamente 300 milhões de euros anualmente.

A dirigente da Frente Comum explicou ainda aos jornalistas que “há cabimentação orçamental para negociar” este aumento de salários, mas garantiu que “não basta haver reunião” com as estruturas sindicais, pois o que a Frente Comum quer é que se discuta a proposta reivindicativa comum.

A Frente Comum defende também que a tabela remuneratória única “tem de ser alterada, para todos os trabalhadores” e exige “a rápida” regulamentação do suplemento de insalubridade, penosidade e risco, nomeadamente para os trabalhadores da recolha de resíduos locais e da Saúde.

Os problemas na Administração Pública e os salários da função pública são as principais motivações que levaram a Frente Comum a agendar esta manifestação nacional, pois garante que “as situações e os problemas da Administração Pública têm-se agravado”.

Newsletter

As notí­cias não escolhem hora, mas o seu tempo é precioso. O SAPO 24 leva ao seu email a informação que realmente importa comentada pelos nossos cronistas.

Notificações

Porque as noticias não escolhem hora e o seu tempo é precioso.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.