A "Marcha dos retratos", que foram "retirados" por ativistas, ao longo dos últimos meses, de prefeituras francesas, é organizada pelos movimentos alternativos e ecologistas ANV COP 21, Alternatiba e Bizi, estes dois últimos de origem basca.

Segundo os organizadores, a manifestação pretende ser "100% não-violenta e aberta".

Os ativistas deambulavam nas ruas estreitas do centro de Baiona, balançando os retratos do chefe de Estado francês, com Emmanuel Macron virado de cabeça para baixo, cantando "somos mais quentes que o clima" ou "e um, e dois e três graus é um crime contra a Humanidade".

"Levamo-lo de cabeça para baixo para manifestar a falta de significado da sua política", disse Mathieu, um ativista do Bizi.

Muitos também empacotaram o retrato presidencial em embrulhos, nos quais está escrito em francês, inglês, espanhol ou basco "Clima, justiça social, onde está Macron?".

Sábado, dia de abertura do G7, foi marcado por duas manifestações de opositores à cimeira.

A maior, que reuniu 15 mil pessoas, de acordo com os organizadores (nove mil, de acordo com a polícia), marchou de Hendaia para Irún, na fronteira de Espanha, e decorreu de forma calma e sem incidentes.

A maior agitação social teve lugar ao final do dia no centro de Baiona, a poucos quilómetros do local onde começou a cimeira, quando algumas centenas de pessoas se concentraram numa manifestação para a qual não tinha sido pedida autorização.

O confronto entre os manifestantes e as forças de segurança levaram estas últimas a responder com gás lacrimogéneo, canhões de água e cargas policiais.

Durante o dia, 68 pessoas foram presas, 38 das quais ficaram sob custódia policial, segundo as autoridades, que não especificaram o local ou o contexto das prisões.

O dispositivo de segurança francês para a cimeira do G7 - que termina na segunda-feira - é composto por 13.200 polícias, aos quais é preciso somar os mobilizados em Espanha, do outro lado da fronteira, com o Corpo Nacional de Polícia e as polícias autonómicas basca e navarra.

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