“Ontem, a empresa Moldovagaz recebeu uma resposta ao seu pedido dirigido à Gazprom, sobre um pagamento diferido do valor adiantado em janeiro. A Gazprom negou e ameaçou terminar com o abastecimento de gás à Moldávia”, indicou Natalia Gavrilita em conferência de imprensa, citada pela agência noticiosa Moldpress.

Na terça-feira da semana passada a Moldávia pediu à Gazprom um novo adiamento do pagamento de gás correspondente aos abastecimentos efetuados em janeiro, com a Moldovagaz a referir que faltavam 25 milhões de dólares (22,4 milhões de euros) para o pagamento da fatura total.

Segundo a chefe do Governo moldavo, o país “será forçado a tomar medidas extraordinárias para garantir o abastecimento de gás aos consumidores”.

Para hoje foi agendada uma reunião da Comissão de Situações de Emergência, seguida de um encontro do Governo.

“Debatemos a situação e as medidas de primeira ordem. Na quinta-feira comparecerei no parlamento com o pedido para instaurar o estado de emergência energético na Moldávia”, disse.

Por sua vez, o vice-primeiro-ministro e ministro das infraestruturas e desenvolvimento regional, Andrei Spinu, indicou que a Moldovagaz pagará à Gazprom parte do valor relacionado com os abastecimentos de janeiro.

O vice-primeiro-ministro lamentou a recusa da Gazprom em aceitar um pagamento faseado e assinalou “uma alteração evidente da atitude da Gazprom sobre o fornecimento à Moldávia”, admitindo um “risco real” de escassez do combustível.

Em outubro de 2021, a Moldovagaz e a Gazprom prorrogaram por cinco anos o contrato de fornecimento desta matéria-prima. Ficou acordado que Chisinau deveria pagar o custo do gás consumido no mês anterior, e metade do volume consumido no mês em curso, o mais tardar no dia 20 de cada mês.

Em 2021 a Gazprom já tinha ameaçado a Moldávia com o corte dos fornecimentos caso não pagasse a dívida que tinha contraído pelos abastecimentos de outubro e metade de novembro.

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