Segundo a agência Anadolu, a polícia interrompeu uma manifestação que decorria no distrito de Kadikoy, em Istambul, na terça-feira, depois de o grupo de cerca de 50 ativistas ter ignorado os pedidos de dispersão.

Alguns dos manifestantes contra a violência policial foram vistos a empunhar um cartaz de George Floyd, um afro-americano que morreu quando um polícia branco de Minneapolis (nos Estados Unidos) pressionou o joelho contra o seu pescoço enquanto Floyd estava algemado no chão e gritava que não conseguia respirar.

As autoridades turcas proíbem frequentemente manifestações ou reuniões públicas por motivos de segurança e os grupos de direitos humanos acusam muitas vezes a polícia de usar força desproporcional para interromper protestos na rua.

No entanto, a morte de Floyd, em 25 de maio, provocou protestos que se espalharam pelos Estados Unidos, mas também por outros países.

Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, incluindo Minneapolis, Los Angeles, Washington, D.C., Nova Iorque, Chicago, Atlanta e Salt Lake City, mas também em cidades de vários países, como a França, o Canadá, o Quénia e outros.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, apelou, numa comunicação ao país, aos governadores dos estados afetados para que controlem a violência e avançou com a possibilidade de convocar o exército para repor a normalidade.

Os quatro polícias envolvidos no incidente foram despedidos, e o agente Derek Chauvin, que colocou o joelho no pescoço de Floyd, foi detido, acusado de assassínio em terceiro grau e de homicídio involuntário.

A morte de Floyd ocorreu durante a sua detenção por suspeita de ter usado uma nota falsa de 20 dólares (18 euros) numa loja.

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