O jornal Público noticia hoje que a administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) se demitiu, numa carta enviada ao ministro das Finanças, com data de 21 de junho, remetendo “para o Governo a responsabilidade pela resposta à indefinição que paira há meses sobre o maior banco do sistema”.

Contactada pela agência Lusa, fonte oficial do Ministério das Finanças confirmou a demissão da equipa (que terminou o seu mandato em dezembro de 2015), adiantando que “ficam em funções até serem substituídos" e que "não vai haver nenhuma ausência de administração na CGD”.

“Ficam em funções até serem substituídos. Não vai haver nenhuma ausência de administração na CGD”, adiantou a mesma fonte do gabinete de Mário Centeno.

O jornal Público escreve hoje que os “termos da carta que marca a rutura entre a administração da Caixa e o acionista Estado permanecem desconhecidos”, salientando que a notícia da demissão foi mantida num círculo restrito.

Contudo, escreve o jornal, na segunda-feira, os presidentes Álvaro Nascimento (não executivo) e José Matos (executivo), em representação da restante equipa de gestão, escreveram aos trabalhadores a esclarecer: ‘Chegou ao fim a jornada em que convosco servimos a CGD’”.

De acordo com o Público, o Governo corre agora contra o tempo para garantir que António Domingues, ex-vice-presidente do BPI, vai assumir rapidamente o cargo e clarificar a estratégia que o grupo estatal vai seguir nos próximos três anos.

A comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos imposta potestativamente por PSD e CDS-PP, toma hoje posse pelas 17:00 na Assembleia da República, sendo presidida pelo social-democrata José Matos Correia.

A comissão de inquérito vai debruçar-se sobre a gestão do banco público desde o ano 2000 e abordará o processo de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, atualmente em negociação com Bruxelas.

Na segunda-feira, o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEG) anunciou que CGD vai cortar 2.500 trabalhadores entre 2017 e 2020, através de reformas e saídas por acordo.

O STEG reuniu-se no final da semana passada com o Secretário de Estado do Tesouro, Ricardo Mourinho Félix, para esclarecer informações que têm vindo a público sobre o banco público e a reestruturação que deverá acontecer quando a nova administração entrar em funções.

“A redução prevista do número de trabalhadores será da ordem dos 2.500. Embora essa avaliação seja feita pela nova administração e prevendo-se a sua aplicação a partir de 2017 e ao longo de três anos”, lê-se no comunicado do sindicato, segunda-feira divulgado na sua página na Internet, que cita as informações dadas pelo governante no encontro.

Contudo, refere a mesma nota, o governante garantiu que “não haverá despedimentos e que a redução de pessoal será feita por “reformas ou reformas antecipadas, sempre por acordo entre a CGD e o trabalhador”.

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