O Presidente da República tinha considerado hoje que teve uma posição pública sem precedente face ao furto de material de guerra, admitindo que se faça a interpretação de que foi "até ao limite" dos seus poderes.

"Não é essa a interpretação [do Governo]. Nós entendemos que a intervenção do Presidente da República é sempre muito importante e neste caso concreto foi muito importante", respondeu o primeiro-ministro em funções, Augusto Santos Silva, quando questionado pelos jornalistas à margem da apresentação de um livro, em Lisboa.

Na opinião do governante, "o Presidente da República, para além de todas as funções e poderes que a Constituição lhe atribui, é um dos símbolos mais importantes da unidade nacional".

"Quando acontece um incidente grave, que envolve as Forças Armadas, é muito importante que o Presidente da República - que é o comandante supremo das Forças Armadas e que é o mais alto magistrado da nação - se interesse e diga publicamente o que é preciso dizer", sustentou.

Para Augusto Santos Silva, "para além do apuramento dos factos e das responsabilidades", o que é preciso "é lembrar o enorme valor das Forças Armadas portuguesas para Portugal e para a segurança dos portugueses".

Em 30 de junho, o Exército revelou que entre o material de guerra furtado da base militar de Tancos, distrito de Santarém, estão "granadas foguete anticarro", granadas de gás lacrimogéneo e explosivos.

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