“Por cada euro de fardo haverá um euro correspondente de alívio”, prometeu o porta-voz do Governo, Dimitris Tsanakopoulos.

A oposição conservadora emitiu fortes críticas ao acordo alcançado segunda-feira na reunião do Eurogrupo, que prevê o regresso dos credores a Atenas em troca de um pacote de medidas adicionais que não estavam incluídas no programa de resgate e que deverão entrar em vigor a partir de 2019.

O Governo tinha rejeitado com firmeza ceder à exigência colocada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre medidas preventivas caso a Grécia se desvie a partir de 2019 do seu objetivo de excedente primário, fixado no programa de resgate em 3,5% do PIB.

Nos últimos meses, o primeiro-ministro Alexis Tsipras e o ministro das Finanças, Euclide Tsakalotos, tinham assegurado que essas medidas preventivas contrariavam a Constituição helénica.

Tsakalotos esclareceu hoje que as medidas não têm caráter antecipado e poderão ser adotadas em qualquer momento, não violando desta forma a Constituição.

As medidas abrangem pensões, fiscalidade e mercado de trabalho, como ontem especificou o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem.

No entanto, as medidas acordadas deverão voltar a penalizar uma população submetida a sete anos de crise e a três resgates internacionais.

Com estes compromissos, a Grécia garante o regresso dos credores para concluir a avaliação do resgate, do qual depende o desembolso de uma nova parcela de 6,1 mil milhões de euros, sensivelmente a quantia que o país deverá devolver no verão aos credores, em particular ao Banco central europeu (BCE), para o pagamento da dívida.

No entanto, ainda permanece por esclarecer a participação do FMI no resgate, e se o BCE permitirá que Atenas garanta as condições para uma perspetiva de um regresso aos mercados.

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