O dono de uma banca de venda de aves por grosso estava em isolamento no Centro Hospitalar Conde de São Januário depois de ter contactado com um lote de aves no qual o vírus foi detetado. Ainda que não tivesse sido diagnosticada, a sua mulher também estava em isolamento por ter tido contacto com o marido.

“Os testes ao vírus da gripe aviária H7N9 efetuados a estas duas pessoas durante o período de observação médica revelam resultados negativos e o seu estado de saúde é bom”, indicam os Serviços de Saúde, explicando que os 10 dias de isolamento da mulher terminaram na sexta-feira, mas o homem deverá continuar em isolamento por mais 10 dias, desta vez em casa.

Além disso, os serviços indicam que outras 63 pessoas observadas – trabalhadores do mercado abastecedor onde as aves infetadas foram encontradas e os bombeiros que transportaram o homem – “não apresentaram quaisquer sintomas durante os 10 dias de observação médica”.

Entre os 32 trabalhadores do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) envolvidos no abate das aves, um apresentou febre e sintomas respiratórios, “mas foi descartada a possibilidade de ocorrência de gripe aviária após os testes”.

O Governo assegura que está “bem preparado” e que foram estabelecidos “uma série de planos de contingência em resposta à gripe aviária”, incluindo a reserva de medicamentos antivirais.

No dia 13, as autoridades de Macau abateram cerca de 10 mil aves de capoeira e suspenderam a sua venda por pelo menos três dias depois de detetarem o vírus da gripe aviária no mercado abastecedor.

O vírus foi detetado num 'stock' de 500 galinhas sedosas, mas por motivos de segurança foram abatidas todas as aves que se encontravam no mercado abastecedor, incluindo 6.730 galinhas normais e cerca de 3.000 pombos.

A venda de aves já foi, entretanto, retomada.

Esta foi pelo menos a terceira vez este ano que o vírus da gripe aviária foi detetado em Macau, mas a primeira em que se verificou uma infeção humana.

O Governo já defendeu que, por motivos de saúde pública, deveria deixar de haver venda de aves vivas. No entanto, a medida continua sem data já que um estudo realizado em junho deste ano revelou alguma oposição popular, tendo em conta a importância que a população dá à carne fresca, em particular em épocas festivas como o Ano Novo Chinês.

Coreia do Sul abate mais de 25 milhões de aves devido a gripe aviária

As autoridades sul-coreanas anunciaram também hoje que abateram 22,5 milhões de aves este inverno para impedir a propagação do vírus da gripe aviária, a que se vão juntar outros três milhões nos próximos dias.

Com esta medida, a Coreia do Sul tenta conter o surto de H5N6 detetado no passado dia 16 de novembro nas fezes de aves migratórias em Haenam, que se estendeu a outras zonas do país e já representa o pior caso deste vírus altamente infeccioso desde 2014.

O número de aves sacrificadas até à data representa aproximadamente 15% do total do país, segundo explicou Lee Yon-jin, representante do Ministério da Alimentação, Agricultura e Assuntos Rurais, à agência estatal Yonhap.

O maior surto de gripe aviária dos últimos anos no país asiático, em 2014, levou as autoridades a abaterem mais de 14 milhões de animais, gerando fortes perdas para o setor de avicultura.

No final de 2015, a Coreia do Sul tinha 155 milhões de galinhas e 8,7 milhões de patos.

O Japão encontra-se em nível máximo de alerta devido a esta estirpe do vírus da gripe aviária, que já obrigou as autoridades a abaterem mais de 500 mil galinhas e patos.

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