Entre os arguidos, está um guarda prisional de 40 anos que é suspeito de ter estado envolvido nas agressões que acabaram por levar à morte do jovem Leonardo Queda, na madrugada de 04 de setembro de 2016.

Segundo o Ministério Público, as agressões começaram na madrugada daquele dia, quando Leonardo Queda, de 18 anos, frequentava a zona dos bares e o próprio "ou um dos amigos que acompanhava, derrubou um copo de cerveja", que atingiu a namorada de Edgar, de 25 anos, um dos arguidos.

De imediato, o jovem terá apertado com força o pescoço de Leonardo, ao mesmo tempo que com a outra mão lhe terá desferido vários socos na cabeça.

Após serem separados pelos amigos, Edgar chamou por Leonardo, sendo que, depois de uma troca de palavras, o arguido foi afastado do local.

Nesse momento, "sem que nada o fizesse prever", o guarda prisional constituído arguido no processo terá agarrado a vítima pelo pescoço, colocando-a "de seguida por baixo da axila esquerda, imobilizando-o, enquanto lhe desferiu vários socos na cabeça, com força", refere a acusação.

Ao mesmo tempo, Edgar e mais um homem de 35 anos terão desferido "diversos murros em várias zonas do corpo e na cabeça de Leonardo Queda, sem que este conseguisse reagir", conta o Ministério Público, sublinhando que os três indivíduos tinham "uma estrutura física forte".

Após o sucedido, Leonardo Queda abandonou o recinto, queixou-se de fortes dores de cabeça no regresso a casa e acabou por vomitar.

Às 08:00, a mãe encontrou o filho inconsciente, "apresentando escorrência sanguinolenta proveniente da boca", tendo acabado por ser confirmado o óbito às 09:25, refere o Ministério Público.

"A morte de Leonardo Queda foi devida a lesões traumáticas cranioencefálicas e meningomedulares", conclui a acusação, frisando que as agressões alegadamente levadas a cabo pelos três arguidos foram a causa da morte do jovem de 18 anos.

Os três arguidos respondem por um crime, em coautoria, de ofensa à integridade física qualificada, agravada pelo resultado.

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