"Não haverá delegação russa. As condições não estão presentes, devido à guerra de agressão que a Rússia trava contra a Ucrânia, que se intensificou ainda mais nas últimas semanas", informou o Palácio do Eliseu.

A Missão Libertação, que organiza as comemorações, declarou no mês passado o presidente russo, Vladimir Putin, persona non grata, e indicou posteriormente que a Rússia seria convidada para outro nível de representação, em nome da contribuição da União Soviética para a vitória contra a Alemanha nazi na Segunda Guerra Mundial.

O Eliseu informou que a 6 de junho haverá uma homenagem a essa "contribuição decisiva" por meio de "diversos gestos", principalmente em cemitérios onde estão os restos de soldados russos mortos em França.

“Vamos homenagear a ação do Exército Vermelho, a sua contribuição decisiva para a vitória final contra o nazismo, sem simplificações ou amálgamas e sem, tampouco, cair na instrumentalização [do tema]", disse um assessor presidencial francês.

Cerca de 25 líderes participarão nas comemorações, entre eles o presidente americano, Joe Biden, e o rei britânico, Carlos III. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também estará presente.