A fatura mensal energética para cozinhar e para tomar banho para os dois terços das casas em Portugal que usam gás butano em botija é de mais do dobro do encargo das famílias que têm gás natural, noticia o Jornal de Notícias (JN).

A Deco, a Associação de Defesa do Consumidor, estima em 600 milhões de euros ao ano o acréscimo na fatura destas famílias, que se situam sobretudo fora dos grandes centros urbanos e no interior do país, comparativamente às que têm gás canalizado. Ou seja, cada uma delas paga 230 euros a mais por ano. A Deco fala em portugueses "de primeira e de segunda", escreve o JN.

Para comparar o preço do gás engarrafado com o gás natural, a Deco usou como indicador o custo do quilowatt-hora (kWh), e concluiu que a diferença entre o custo de ambas as energias quase triplicou nos últimos 14 anos.

Atualmente, o kWh de gás natural custa 0,063 euros, enquanto o do gás de botija custa 0,152 euros, o que representa mais do dobro do custo. Isto significa que o consumo de uma garrafa de gás butano por mês, que custa em média 26 euros, compara-se com uma fatura de gás natural de 13 euros, explica a associação.

Para a Deco, a solução não está no alargamento do gás canalizado, mas na eletrificação deste consumo que hoje está dependente do gás de botija, escreve o JN. A associação de defesa ao consumidor estima que a poupança potencial neste caso seria superior a 500 milhões de euros ao ano face ao gás engarrafado. Menor do que a do gás natural, mas mais amiga do ambiente.

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