Segundo disse hoje à Lusa Augusto Sousa, da Rede Co-Habitar, o IHRU propôs a reunião, agendada para 7 de dezembro, na sequência do encontro "Novas formas de viver 2023: habitação cooperativa e colaborativa", que decorreu na sexta e no sábado.

De acordo com a mesma fonte, a vice-presidente do IHRU, Filipa Santos, presente no encontro, desafiou as cooperativas e os coletivos que fazem parte da Rede Co-Habitar a “manifestarem interesse” para se constituírem como projetos-piloto do “novo modelo de cooperativismo” que faz parte do programa Mais Habitação.

Proposto pelo Governo e aprovado na Assembleia da República em 22 de setembro, o programa inclui medidas que passam pela cedência a cooperativas de habitação, em direito de superfície a 75 anos, de terrenos ou edifícios devolutos (do IHRU ou de autarquias).

Augusto Sousa recordou que “tem havido conversas com o gabinete da ministra da Habitação e com o IHRU”, para avaliar “o que se pode casar” entre as reivindicações dos membros da Rede Co-Habitar e as medidas do Mais Habitação.

“Há vontade da nossa parte e há vontade das entidades públicas. Há caminho para andar”, resumiu Augusto Sousa, sabendo que este não será “um processo imediato”.

“Temos segurança no que estamos a propor. Alguns de nós têm muita experiência neste tipo de trabalho e isso dá confiança ao Ministério da Habitação e ao IHRU”, destacou.

A Rede Co-Habitar reivindica que o modelo de habitação de propriedade coletiva seja “uma prioridade nas políticas nacionais e locais”, considerando-o uma “alternativa contra a especulação imobiliária”.

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