O Presidente do Haiti, Jovenel Moïse, foi assassinado na quarta-feira, num ataque de homens armados à sua residência, em Port-au-Prince, onde está em curso uma perseguição dos responsáveis.

O chefe da polícia nacional, Léon Charles, confirmou a detenção de seis pessoas, mas não adiantou detalhes sobre as operações em curso para capturar os responsáveis pelo homicídio.

"Temos os autores físicos do ataque, e estamos à procura dos autores intelectuais", adiantou.

Vários "possíveis autores" do assassinato refugiaram-se no interior de dois edifícios na capital haitiana e estão "cercados pela polícia", indicou também aos jornalistas a emissária da ONU no país, Helen La Lime.

"Quatro membros do grupo que tinham entrado na residência presidencial foram mortos pela polícia, enquanto seis outros estão detidos", precisou a responsável numa videoconferência de imprensa com jornalistas, a partir de Nova Iorque.

Segundo Helen La Lime, o número de suspeitos cercados pelas autoridades é superior a seis.

A polícia haitiana interrogou mais duas pessoas, segundo a emissária, que disse ter obtido informações no decurso das últimas 12 horas.

La Lime falava após uma reunião de emergência a portas fechadas do Conselho de Segurança, solicitada pelos Estados Unidos e o México, que durou uma hora.

A ex-diplomata disse não ter nenhuma informação sobre a identidade dos homicidas.

"Não sei quem é este comando, e devemos aguardar os resultados das investigações da polícia haitiana. Estamos a enfrentar uma situação muito grave atualmente, no Haiti", acrescentou.

Indicou ainda que o primeiro-ministro interino, Claude Joseph, está a representar a autoridade no país, enquanto o novo primeiro-ministro, Ariel Henry, nomeado na segunda-feira pelo presidente Moïse, não fez ainda juramento oficial para o cargo.

Ariel Henry tem vindo a contestar o poder reivindicado por Claude Joseph.

"Se existe efetivamente uma mudança neste procedimento, deverá ser o resultado de um acordo político entre os partidos envolvidos", disse ainda Helen La Lime, acrescentando que Claude Joseph disse estar "aberto ao diálogo", e não colocou em causa o calendário eleitoral, com uma primeira volta marcada para 26 de setembro e a segunda em novembro.

Disse ainda que o Haiti pediu à ONU uma "assistência de segurança suplementar" e que este pedido foi falado na reunião do Conselho de Segurança, embora se aguarde "saber exatamente o que pretende o povo haitiano" com este pedido à organização, que, entretanto, irá manter-se no território.

La Lime defendeu ainda que "a chave para as próximas semanas será o trabalho para garantir que a investigação sobre o assassinato do presidente seja o mais eficaz possível, e que os autores deste crime horrível sejam levados à justiça.

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