Segundo o governante, que falava aos jornalistas à margem da apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) 2017, uma equipa especializada da empresa russa Kamov vai deslocar-se a Portugal para "fazer um caderno exaustivo das necessidades que os helicópteros têm".

"Será depois disso que abriremos um concurso para a reparação dos dois aparelhos, que, segundo as orientações que temos, demorará quatro meses", disse.

Estes dois Kamov inoperacionais já não integraram o dispositivo de combate a incêndios de 2015 e 2016.

Dos seis Kamov que compõem a frota do Estado, apenas três estão atualmente aptos para voar, estando dois inoperacionais e outro acidentado, desde 2012.

Jorge Gomes explicou que para reparar os dois helicópteros pesados foi necessário um parecer jurídico do Ministério da Administração Interna, após uma abordagem à embaixada da Rússia.

A verba para a reparação dos dois Kamov está prevista no orçamento da ANPC, sendo de cerca de 10 milhões de euros.

O DECIF de 2017 conta com 48 meios aéreos na fase Charlie, considerada a mais crítica, que começa a 01 de julho e se estende até 30 de setembro, os mesmos do ano passado.

Neste período, o dispositivo envolve ainda 9.740 operacionais, 2.065 viaturas e 236 postos de vigia, além de máquinas de rasto.

Os meios aéreos vão ser reforçados com mais um helicóptero para ações de coordenação aérea e reconhecimento, que ajude no posicionamento do ataque aéreo e dos meios terrestres.

O dispositivo deste ano conta também com a integração de uma força com 1.380 militares, que receberam formação específica para participar nas ações de rescaldo e vigilância do rescaldo, de forma a libertar os bombeiros para outras operações.

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