O jornal The Sun avança que o homem ateou fogo a uma carrinha - com garrafas de gás no interior - antes de se dirigir aos polícias, com uma faca.

As testemunhas presentes no local ainda tentaram afastar o homem. Três pessoas ficaram feridas e foram levadas para o hospital, havendo a registar, duas mortes: uma pessoa que se encontrava no local e o próprio atacante, que tinha sido levado para o hospital em estado crítico, segundo anunciou a polícia do estado de Victoria.

O suspeito foi alvejado pela polícia depois de ter tentado agredir as autoridades policiais perto de um carro em chamas.

"Um homem foi detido no local e foi transportado sob escolta policial para o hospital em estado crítico", acrescentou a polícia.

O ataque foi, entretanto, reinvidicado pelo autoproclamado estado islâmico. A reinvidicação foi feita num site na Internet - avança a BBC citando a agência de notícias Amaq - mas sem ter sido apresentada qualquer prova da relação do atacante somali com o Daesh.

"O autor da operação de [...] esfaqueamento em Melbourne é um dos combatentes do Estado Islâmico", disse "uma fonte de segurança" a Amaq, segundo um comunicado da agência difundido através do serviço de mensagens Telegram e cuja autenticidade não pode ser verificada.

"Trata-se de uma resposta para atacar os cidadãos da coligação", acrescenta a nota, numa alusão à aliança de países que luta contra os ‘jihadistas’ na Síria e no Iraque, liderada pelos Estados Unidos e de que a Austrália faz parte.

Um oficial da polícia disse que o atacante era conhecido pela polícia de Vitória e pelos investigadores federais. O suspeito tinha-se mudado da Somália para a Austrália nos anos 90 e tinha cadastro por crimes menores, incluindo acontecimentos com drogas, roubos e infrações de trânsito.

O incidente ocorreu numa zona com várias empresas por volta das 16:20 (hora local), quando as pessoas começavam a sair do trabalho.

As forças de segurança foram inicialmente chamadas com a mensagem de que havia um incêndio perto da Bourke Street, uma via movimentada.

A polícia pediu que à população não se desloque para aquela área, apesar de não haver mais suspeitos.

O superintendente David Clayton disse, em declarações aos jornalistas, que a "unidade de resposta à bomba isolou a área" e que os polícias se encontram bem.

"Estamos agora a tratar o acontecimento como um ato de terrorismo", disse o comissário-chefe da polícia de Victoria, Graham Ashton.

 (Notícia atualizada às 12:35)

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