“Mais uma vez, os bandidos atacaram-nos. Eles invadiram [a cidade de] Zurmi na quarta-feira à noite e mataram 19 pessoas”, disse Attahiru Mohammed, secretário da Coligação de Grupos da Sociedade Civil de Zamfara, à agência noticiosa EFE.

“No mesmo dia, atacaram [a cidade de] Kaura Namoda e levaram mais de 60 pessoas, na sua maioria mulheres”, acrescentou Mohammed.

Ambas as aldeias pertencem ao estado de Zamfara.

De acordo com o líder da sociedade civil, os homens armados eram mais de 40 e deslocavam-se em motociclos.

O ataque começou por volta das 22:00 horas locais (21:00 GMT), quando os bandidos entraram em Zurmi disparando dos seus motociclos.

“Muitas pessoas esconderam-se nos arbustos e depois fugiram para a cidade de Dauran em busca de segurança, mas outras não tiveram tanta sorte e recuperámos, pelo menos, 19 corpos, que já foram enterrados”, disse à EFE um residente de Zurmi, Aliyu Mukthar.

De acordo com Mukthar, a reação rápida dos residentes de Zurmi impediu que o número de mortes aumentasse.

Na aldeia de Kaura Namoda, porém, os criminosos surpreenderam um grupo de pessoas que se encontrava a rezar, lamentou o líder da sociedade civil.

Embora a polícia e o exército estejam a patrulhar a área do ataque, muitas pessoas ainda não regressaram a casa por receio de novos incidentes.

Os estados centrais e noroeste da Nigéria sofrem ataques frequentes de “bandidos”, um termo utilizado localmente para descrever bandos criminosos que cometem roubos, agressões e raptos em massa para obterem resgates lucrativos.

A violência continua apesar das repetidas promessas do Presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, de acabar com o problema e do destacamento de forças de segurança adicionais para a área.

No fim de semana passado, um grupo de bandidos raptou cerca de uma centena de pessoas em várias cidades do estado de Zamfara, incluindo Kanwa e Maradun, bem como em aldeias mais pequenas.

Esta insegurança no noroeste da Nigéria é agravada pela insegurança no nordeste, desde 2009, pelo grupo terrorista Boko Haram e, desde 2016, pelo seu descendente, o Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP).

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