“O túnel rodoviário em execução extravasa os limites do terreno do Hospital da Luz e vai ocupar, apenas em subsolo, terrenos do domínio privado do município sob parte das ruas Aurélio Quintanilha, Galileu Galilei e da Avenida Lusíada, numa área de 536 metros quadrados”, indicou a Câmara de Lisboa, em resposta escrita enviada à agência Lusa.

Essa infraestrutura dará acesso aos cerca de 500 lugares de estacionamento subterrâneo que serão criados.

Na informação enviada à Lusa, a Câmara salientou que tal ocupação foi aprovada em reunião do executivo em julho de 2016, “com a condição de, após a conclusão da construção, a infraestrutura resultante ser entregue ao município que, por sua vez, autorizará a utilização da mesma pelos particulares [Hospital da Luz] ficando estes responsáveis pela sua manutenção e conservação e de pagarem uma contrapartida anual, calculada de acordo com a Tabela de Preços e Outras Receitas Municipais”.

Segundo a autarquia, “o referido túnel irá ligar, ainda em subsolo, com o atual túnel de saída do estacionamento do Centro Comercial Colombo”, que também ocupa terrenos municipais.

Fonte oficial do município acrescentou, por seu lado, que situações semelhantes se verificam nos acessos aos centros comerciais do Campo Pequeno e El Corte Inglés.

A construção do túnel levou, também, à ocupação de parte da estrada no final da Avenida Lusíada.

Segundo a autarquia, ali será criada uma “saída do estacionamento, que será executado em duas fases”.

“Em ambas as fases é alterado o traçado viário, o que se encontra a ser coordenado pela Direção Municipal de Mobilidade e Tráfego”, precisou o município, ressalvando que “as soluções encontradas para a circulação viária e a respetiva sinalização são de caráter temporário”, tal como esta ocupação à superfície.

A Câmara de Lisboa informou, ainda, que a cortina de estacas, que serve de contenção à obra, também está colocada em terrenos municipais, tendo em conta o que foi aprovado em meados de 2016.

Nessa ocasião, o executivo liderado pelo socialista Fernando Medina deu também aval ao projeto de arquitetura relativo ao alargamento do Hospital da Luz, bem como à nova construção nas instalações vizinhas, que pertenciam ao Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB) e que foram demolidas.

A Luz Saúde, proprietária do Hospital da Luz, comprou em dezembro de 2015 o terreno onde estava instalado o quartel de bombeiros, por mais de 15 milhões de euros, o que obrigou à saída da corporação do RSB que ali se encontrava.

Contactado agora pela Lusa, o Hospital da Luz Lisboa comunicou apenas ter iniciado “as obras de expansão da unidade atualmente existente em setembro de 2016, estando essas obras a decorrer de acordo com o processo de licenciamento submetido e aprovado pela Câmara”.

A unidade de saúde privada adiantou, em resposta escrita, que a empreitada visa “duplicar a capacidade instalada do hospital”.

Em causa está uma área de implantação de 9.589 metros quadrados e uma superfície de pavimento de 29.095 metros quadrados.

Ao todo, o hospital passará a ter 392 camas.

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