O Serviço de Patologia Clínica do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) começou na terça-feira a realizar testes “de biologia molecular para o diagnóstico da infeção pelo SARS-CoV-2, que possuem um tempo de execução significativamente mais rápido” do que “o teste clássico”, estando em causa “cerca de 50 minutos, a acrescer ao tempo de colheita, transporte, processamento da amostra e validação do resultado”, explica-se em comunicado.

Este teste rápido vai ser usado nos doentes dos serviços de urgência (adultos, pediatria ou obstetrícia/ginecologia) que “necessitem de procedimento urgente” ou que tenham “suspeita de infeção” por covid e “critérios de internamento”, bem como, quando se justifique a “doentes internados em que surja a suspeita” de infeção pelo novo coronavírus.

“A disponibilidade destes testes é de momento limitada, pelo que importa, neste contexto, definir prioridades para o seu uso”, justifica o CHUSJ.

Foram definidas como “situações em que será utilizado o teste molecular rápido de diagnóstico” os casos de doentes do Serviço de Urgência “a necessitar de procedimento urgente (potencialmente gerador de aerossol) em que seja clinicamente aceitável aguardar o tempo expectável de realização do teste”.

Exemplos disso são, de acordo com o CHUSJ, casos de “cirurgia com anestesia geral ou loco-regional, endoscopia digestiva, broncofibroscopia, mulher em trabalho de parto, entre outros”.

“Em situações em que não seja possível esperar pelo resultado do teste, o procedimento será realizado com EPI [Equipamento de Proteção Individual] adequado ao risco clínico, de acordo com as recomendações da UPCIRA [Unidade Prevenção e Controlo da Infeção e Resistência aos Antimicrobianos]”, acrescenta o CHUSJ.

No caso dos testes rápidos usados para diagnosticar doentes do Serviço de Urgência (adultos, pediatria, obstetrícia/ginecologia) “com suspeita de infeção por SARS-CoV-2 e critérios de internamento”, o hospital explica que “a intenção é “evitar o internamento em coorte [grupo de pessoas] de suspeitos (medicina intensiva ou enfermaria)”.

A intenção é “evitar o internamento em coorte [grupo de pessoas] de suspeitos (medicina intensiva ou enfermaria)”.

Os rastreios “rápidos” vão também ser aplicados a doentes internados “em que surja a suspeita de covid-19” e se “justifique a realização de teste diagnóstico de forma a minimizar o tempo de isolamento de contacto e de gotícula” num “ambiente onde se encontram doentes sem infeção por SARS-CoV-2”.

De acordo com o CHUSJ, nestes testes, “a colheita da amostra com zaragatoa é realizada nos mesmos moldes que para o teste clássico”.

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