“O nosso objetivo é promover uma regeneração adequada para a cartilagem. Este processo é muito complicado e extremamente difícil, daí recorrermos a tecnologias”, explicou à Lusa Meriem Lamghari, investigadora do i3S e líder do projeto europeu.

O projeto, denominado RESTORE, visa criar matrizes [implantes] em três dimensões (3D), que, com a incorporação de nanopartículas inteligentes, conseguem reparar os defeitos de cartilagem do joelho e diminuir o aparecimento da osteoartrite, doença que afeta cerca de 242 milhões de pessoas em todo o mundo.

“Focamo-nos nos defeitos da cartilagem do joelho porque é uma das articulações mais afetadas. Com o tempo, os pequenos defeitos da cartilagem começam a crescer e temos uma degeneração do tecido, que com a idade e o tempo leva a uma osteoartrite”, esclareceu.

De acordo com a investigadora do i3S, uma vez que o tratamento para regenerar cartilagem é “muito difícil” e que o tecido tem uma capacidade de regeneração “limitada”, o projeto propõe a criação de dois diferentes implantes em 3D.

“Estamos a propor dois tipos de matrizes. Umas sintéticas, baseadas num polímero, e outras biológicas, ou seja, baseadas numa tecnologia de bioimpressão. Em ambos os casos, vamos desenvolver nanopartículas para dar a estas matrizes capacidade de evitar a inflamação, a infeção e promover a regeneração do tecido”, frisou.

Os investigadores pretendem ainda desenvolver um dispositivo equipado com sensores capaz de “ativar as nanopartículas à distância sem utilizar um método invasivo”.

Segundo Meriem Lamghari, além da coordenação do projeto, o i3S vai desenvolver nanopartículas “capazes de libertar fármacos” e perceber se as funções e a segurança pretendidas são ou não asseguradas.

O consórcio europeu de investigação em regeneração de cartilagem, liderado pelo i3S e financiado pela Comissão Europeia em 5,5 milhões de euros, conta nos próximos três anos e meio com a colaboração de parceiros de Espanha, Itália, Alemanha, Islândia, Noruega, Suécia e Finlândia.

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