Os suspeitos, de 40 e 41 anos, foram identificados pelo Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Mirandela do Comando Distrital de Bragança da GNR, como os causadores do incêndio florestal que mobilizou mais de uma centena de operacionais, no sábado, na zona de Vila Flor.

De acordo com a GNR, os dois homens vão ser alvo de um processo judicial por alegadamente estarem a realizar trabalhos com uma máquina que terá originado o fogo, junto à localidade de Carvalho de Egas, em Vila Flor.

A GNR chegou aos suspeitos, um dia depois das chamas terem deflagrado, no âmbito da investigação às causas do incêndio florestal, em que concluiu que “os dois suspeitos estariam a desenvolver trabalhos com uma máquina de corte de metal junto à localidade de Carvalho de Egas” e que foi “a emissão de partículas incandescentes que provocou o incêndio de grandes dimensões”.

“Este incêndio chegou a colocar em perigo a aldeia do Arco, na qual tiveram que ser evacuadas algumas residências, e destruiu mais de uma centena de hectares de floresta”, refere a GNR, em comunicado.

Os suspeitos foram constituídos arguidos e os factos remetidos ao Tribunal Judicial de Vila Flor.

Devido ao risco elevado de incêndio consequência das altas temperaturas, os trabalhos com recurso a maquinaria estão proibidos em zonas florestais ou espaços rurais, assim como as queimas e queimadas e a circulação ou permanência em espaços florestais.

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