Segundo declarou o comandante Normando Oliveira, comandante dos Bombeiros Voluntários de São João da Madeira e coordenador municipal da Proteção Civil, “em dois setores da fábrica o fogo está completamente extinto, em fase de rescaldo, e há outra secção onde uma parte exige alguma atenção porque tem materiais que ainda vão ser retirados por máquinas pneumáticas”.

Mantendo-se com 111 operacionais e viaturas de serviço no local, o comandante disse à Lusa que “a situação está controlada”, mas realçou que “as operações de rescaldo vão ser muito demoradas”, dado o caráter inflamável dos materiais que arderam nessa fábrica específica – que o Grupo ERT reserva para componentes de calçado, como é o caso de “têxteis e espumas”.

Quanto às causas do incêndio, ainda estão por apurar, sendo que no local já se encontravam agentes da PSP e da Polícia Judiciária para procedimentos de investigação.

Segundo revelara ao início da noite o presidente da Câmara Municipal de São João da Madeira, Jorge Vultos Sequeira, os meios de socorro foram ativados “muito rapidamente” porque o quartel da corporação local de bombeiros também se localiza na zona industrial das Travessas, a cerca de 300 metros da ERT.

Normando Oliveira reconhece que a intervenção também foi particularmente rápida e incisiva porque várias corporações do distrito foram de imediato acionadas para restringir o fogo e garantir que esse não alastrava às fábricas contíguas, separadas entre si por apenas algumas dezenas de metros. Para essa eficácia também contribuiu o facto de que a fábrica tinha encerrado 10 minutos antes de detetado o fogo, pelo que já não havia trabalhadores em laboração.

Na ocorrência não houve feridos a registar, mas dois bombeiros foram deslocados para o Hospital de São João da Madeira preventivamente, já que, segundo Normando Oliveira, se encontravam em estado de “exaustão”.

Reconhecida como uma das principais empresas de São João da Madeira, a ERT 2 é uma das unidades do grupo multinacional homónimo, cuja empresa-mãe iniciou a sua atividade em 1992, na área da laminação de têxteis para revestimentos de calçado, e em 2000 alargou a sua componente tecnológica ao setor automóvel.

Em 2016 a marca começou também a operar no ramo da mobilidade elétrica, sendo que, entretanto, as diferentes unidades de São João Madeira vêm empregando cerca de 250 trabalhadores.

Além de Portugal, o grupo também está presente em Espanha, na Bélgica, Alemanha, República Checa, Roménia, Turquia, México, Marrocos e China.

(Notícia atualizada às 22h26)

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