"Até ao final do ano, todos os protocolos vão estar assinados", afirmou a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa, sublinhando que só após a assinatura destes documentos será possível fazer a transferência das verbas para os municípios.

Ana Abrunhosa falava aos jornalistas após a assinatura do protocolo entre a Câmara de Tondela e a CCDRC, que visa a recuperação das 219 casas de habitação permanente afetadas no concelho, que decorreu no dia em que o município comemora o 30.º aniversário de elevação a cidade.

Segundo a presidente da CCDRC, o protocolo "delimita a partilha de responsabilidades" das duas entidades.

As autarquias recebem os formulários das famílias afetadas e, assim que os formulários são entregues à CCDRC, é feita a transferência do dinheiro diretamente para as famílias ou para as câmaras, dependendo do protocolo estabelecido.

Em Tondela, os fundos vão ser transferidos para a Câmara Municipal, que vai realizar um trabalho "de monitorização, fiscalização e acompanhamento", explanou Ana Abrunhosa.

Neste concelho do distrito de Viseu, a Comissão de Coordenação e o município estão a encetar esforços para ser criado um consórcio para assegurar as obras nas casas de primeira habitação afetadas, que vai "aproveitar as empresas locais", referiu.

"Neste caso, estamos a definir o consórcio. Fizemos as consultas e temos que escolher a melhor proposta", frisou.

Durante o discurso, o presidente da Câmara de Tondela, José António Jesus, realçou que o incêndio afetou quase 180 quilómetros quadrados do concelho, registando-se prejuízos superiores a 12 milhões de euros em indústria, comércio e serviços e 1,5 milhões de euros nas infraestruturas municipais.

Já no caso das habitações, foram registadas mais de quatro centenas de casas afetadas - 219 de primeira habitação, destacou.

De acordo com o autarca, estima-se que a reconstrução das habitações permanentes "ultrapassem os 11 milhões de euros", sendo objetivo do município que a reabilitação das casas se realize "com a maior brevidade".

"O grau de confiança em nós depositado tem a nossa garantia de que nos empenharemos, até ao limite, para que rapidamente todas as primeiras habitações sejam reabilitadas", vincou José António Jesus.

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