A homenagem será feita nos Encontros com a Internacionalidade da Música, que decorrem entre domingo e 03 de dezembro, em Coimbra, sob o tema ‘A música é a nossa ca(u)sa’, anunciou hoje a Orquestra Clássica do Centro.

Nádia Piazza, promotora e presidente da Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande, constituída formalmente em agosto, estará presente no concerto de abertura dos Encontros, no domingo, às 17:00, no qual Marina Pacheco e Olga Amaro interpretarão ‘Músicas do mundo’, adianta a Orquestra Clássica do Centro, numa nota enviada hoje à agência Lusa.

As centenas de incêndios que deflagraram no dia 15, o pior dia de fogos do ano, segundo as autoridades, provocaram 45 mortos e cerca de 70 feridos, perto de uma dezena dos quais graves.

Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande, em junho deste ano, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 vítimas mortais e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.

Marina Pacheco & Olga Amaro (soprano e piano) atuarão no Pavilhão Centro de Portugal, em Coimbra, interpretando temas de autores dos séculos XIX e XX, como Léo Delibes, Jacques Offenbach, Enrique Granados, Jorge Croner de Vasconcellos, George Gershwin ou Victor Herbert, entre outros.

O duo Marina Pacheco & Olga Amaro, cujo projeto foi iniciado em 2011 e que tem atuado em diferentes salas do país e do estrangeiro e participado em “diversos festivais, lançou o seu primeiro disco – ‘Canções de Lemúria’ – em 2012.

A sessão contará também com um “momento dedicado à vida e obra de Camilo Pessanha”, durante o qual Isabel Santos Lopes abordará “a relação do poeta com o movimento poético do simbolismo, dando especial ênfase à temática da dor individual neste autor”.

Nos Encontros com a Internacionalidade da Música, que este ano se realizam pela primeira vez, será evocada a vida e obra de Camilo Pessanha, que nasceu há 150 anos em Coimbra e se “notabilizou como um exilado no Oriente” e cuja obra foi “resgatada graças ao esforço de uma mulher [Ana de Castro Osório], no início do século XX”, acrescenta a Orquestra Clássica do Centro.

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