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Incêndios: Proteção Civil rejeita que bombeiros tenham acionado botão de emergência. Ourém e Guarda são os fogos que geram "mais preocupação"

O Comandante Nacional da Proteção Civil assegurou esta noite que não houve nenhuma situação "anormal" de risco durante a tarde envolvendo bombeiros a combater os incêndios que deflagram no país. O esclarecimento prende-se com as notícias de que dois grupos na Guarda tinham acionado o botão de emergência e ficado incontactáveis. Foram chamados 17 grupos de reforço para combater o incêndio na Serra da Estrela.
Incêndios: Proteção Civil rejeita que bombeiros tenham acionado botão de emergência. Ourém e Guarda são os fogos que geram
Lusa

No briefing extraordinário marcado para esta noite face à violência dos incêndios que deflagram na Guarda e em Ourém, André Fernandes, Comandante Nacional da Proteção Civil admitiu que esses são os dois fogos que mais preocupação geram no país.

Fazendo um ponto de situação, o responsável da Proteção Civil disse que, até 22:00 de hoje, houve 64 ocorrências relacionadas com incêndios rurais que mobilizaram 1985 operacionais, 525 veículos e 35 meios aéreos.

O incêndio no distrito da Guarda é o que motiva especiais preocupações, que tem um "comportamento violento" e cujo reacendimento teve início após "três ignições em simultâneo".

O fogo afeta neste momento os municípios da Guarda, Covilhã e Manteigas e mereceu já um reforço de 17 grupos de combate dos bombeiros e duas companhias de ataque ampliado da unidade especial de proteção e socorro da GNR, além de máquinas de rasto do Instituto de Conservação da Natureza, bombeiros e autarquias envolvidas.

O responsável da Proteção Civil também aproveitou para desmentir algumas notícias que avançaram durante a tarde de que sete bombeiros tinham ficado incontactáveis junto à povoação de Valhelhas no decurso de um combate ao incêndio de Vale Formoso, uma das frentes na Guarda, e que tinham acionado o botão de emergência. Entretanto, soube-se que estavam bem.

"Não houve nenhum problema com os corpos de bombeiros. O que foi relatado amplamente pela comunicação social envolveu um grupo de reforço do distrito de Aveiro que, dentro daquilo que era o combate, teve de fazer um combate efetivo na defesa de algumas habitações em Vale Formoso", garantiu André Fernandes.

"Não foi acionado nenhum botão de emergência, não se passou nada de anormal face a esta situação e a que os corpos de bombeiros estão habituados", sublinhou.

André Fernandes adiantou igualmente que a meteorologia prevista para o resto da noite e madrugada “não é favorável” às operações de combate, com “vento forte com rajadas que podem atingir os 40 quilómetros por hora” e uma humidade relativa baixa.

“Espera-se uma noite de combate efetivo”, reforçou, indicando que a estratégia será salvaguardar “a integridade física da população e dos combatentes” e “a defesa do património edificado” e, depois “aproveitar as janelas de oportunidades”, nomeadamente “aquilo que são as zonas agrícolas que podem servir de tampão ao incêndio”.

O comandante nacional da Proteção Civil indicou também que “todos os meios mobilizáveis estão no teatro de operações” ou a caminho, esperando-se “um reforço efetivo de meios nas próximas horas”.

Foi também articulado com a GNR um reforço de meios para “garantir que não hajam mais ignições na serra da Estrela nos próximos dias”, disse.

“Este é o mote: se não houver ignições, também não há a deflagração dos incêndios”, reforçou, apelando à população para que não se aproxime das frentes de fogo, nem se dirija para pontos altos para ver a progressão das chamas.

André Fernandes disse igualmente não existir registo de “vítimas ou de assistidos” e que os únicos danos conhecidos são numa habitação em Vale Formoso que estaria devoluta.

O grande incêndio da serra da Estrela teve hoje um reacendimento em Vale de Amoreira, no concelho de Manteigas, o que obrigou à evacuação da aldeia e do parque de campismo de Valhelhas, no vizinho município da Guarda.

Em declaração à agência Lusa, fonte do Comando Distrital de Operações de Socorros (CDOS) da Guarda adiantou que o reacendimento ocorreu “ao início da tarde” em Vale de Amoreira.

Apesar de nos concelhos da serra da Estrela terem ocorrido outros incêndios rurais esta semana, este incêndio, que deflagrou na madrugada do dia 06 (sábado) na Covilhã (distrito de Castelo Branco), destacou-se pela sua dimensão, uma vez que só foi dominado uma semana depois, na noite de sexta-feira, dia 12.

Além de atingir o concelho da Covilhã, chegou a Manteigas, Gouveia, Guarda e Celorico da Beira, no vizinho distrito da Guarda, queimando um total superior a 14 mil hectares, segundo dados provisórios. Em causa está uma área de parque natural classificada.

De acordo com André Fernandes, pelas 22:00 estavam no terreno 721 operacionais, apoiados por 220 viaturas.

Já em Ourém, houve um novo fogo a entrar em ignição, tendo o alerta sido dado às 15:30. O incêndio obrigou à evacuação da praia do Agroal, informou o Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém.

As chamas “progridem numa zona de pinhal, mato e eucalipto”, disse à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém, acrescentando que “a localidade de Vale Meão foi, durante a tarde, a que inspirou mais preocupação”.

De acordo com a mesma fonte “procedeu-se, por precaução, à evacuação da praia do Agroal, devido à direção das chamas”, mas até às 18:00 “não houve pessoas ou habitações em risco”.

O alerta para o fogo foi dado às 15:32 e “há a registar um ferido, um bombeiro que teve que ser assistido por exaustão”, acrescentou a fonte, sublinhando que “o vento e a orografia do terreno” têm dificultado o combate às chamas.

O incêndio estava, às 22:00, a ser combatido por 290 operacionais apoiados por 92 veículos.

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