“O PSD não recebeu qualquer convite”, afirmou o deputado Fernando Negrão aos jornalistas, no parlamento, numa declaração em que criticou o Governo por ainda estar a pedir auditorias “quando já deveria estar a dar respostas”.

“É incompreensível”, disse Fernando Negrão, que o partido não tenha sido convidado, dado que o PSD “estaria disponível” para ir ao encontro.

Para o deputado do PSD, a ministra já deveria estar a dar respostas às dúvidas sobre o que aconteceu com os incêndios na zona Centro, na semana passada, numa altura em que se aproxima a fase mais perigosa dos incêndios, em julho e agosto.

A ministra da Administração Interna exigiu na segunda-feira um estudo independente ao funcionamento do SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal) e uma auditoria pela Inspeção-Geral da Administração Interna à Secretaria-Geral Administração Interna.

Em comunicado, com o título “MAI exige respostas rigorosas ao funcionamento do SIRESP”, é dito que Constança Urbano de Sousa determinou estes procedimentos às duas entidades após “informações de caráter técnico operacional coligidas” e tendo em conta que “foram reportados dificuldades na utilização” do SIRESP “no trágico incêndio de Pedrógão Grande”.

A auditoria por parte da IGAI deverá estar pronta no prazo de 30 dias.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro ordenou, num despacho, à titular da pasta da Administração Interna que providenciasse junto da secretaria-geral do seu ministério um "cabal esclarecimento" sobre as falhas ocorridas na rede SIRESP.

Este despacho surge na sequência da resposta da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) ao primeiro-ministro, assumindo as falhas na rede SIRESP, entre sábado e terça-feira [de 18 a 20 de junho], no teatro de operações de combate ao incêndio de Pedrógão Grande, mas alegando que foram supridas por "comunicações de redundância".

O Governo já respondeu e diz que convidou todos os partidos para as reuniões internas de trabalho com o primeiro-ministro, hoje, em São Bento, e só o PSD não respondeu, disse à agência Lusa fonte do gabinete de António Costa.

Esta posição do executivo surgiu logo depois de o PSD de ter qualificado como "incompreensível" o facto de os sociais-democratas não terem sido convidados para a ronda de reuniões com o primeiro-ministro sobre o pacote de medidas para a floresta.

"Todos os partidos foram convidados da mesma forma para as reuniões internas de trabalho com o primeiro-ministro: Através de mensagens de telemóvel. Exceção feita ao PSD, todos os partidos responderam e estiveram presentes nas reuniões aqui em São Bento, que não constaram da agenda oficial do primeiro-ministro", contrapôs a mesma fonte do gabinete de António Costa.

Os incêndios que deflagraram na região centro, há uma semana, provocaram 64 mortos e mais de 200 feridos, consumiram 53 mil hectares e só foram dados como extintos no sábado.

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