A reação da AICCOPN surge depois das declarações da presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa, que admitiu na segunda-feira poder vir a ser feito um concurso internacional para reconstruir casas afetadas pelos incêndios de outubro, por eventual falta de capacidade de resposta da construção civil nacional.

Os responsáveis "têm de conhecer este setor de atividade que, até hoje, nunca deixou de responder aos desafios do país, por mais exigentes que estes possam ter sido", afirmou o presidente da AICCOPN, Reis Campos, citado num comunicado enviado à agência Lusa.

De acordo com Reis Campos, "se os inúmeros projetos que atestam a capacidade das nossas empresas, com especiais exigências, complexidade e dimensão, (...) não são suficientes para descansar os espíritos mais inquietos, podemos sempre olhar para a realidade dos números".

A AICCOPN realça que em 2001 foram licenciadas mais de 114 mil habitações, quando em 2016 o total foi de 11.355, e, este ano, até outubro, são 11.690.

"Estes valores demonstram bem que estamos muito abaixo daquela que é a capacidade operacional do setor", sublinhou o presidente da associação.

Para Reis Campos, a necessidade de resolver a situação "com a maior brevidade possível" não pode "justificar as dúvidas levantadas sobre as empresas, que sempre souberam responder ao país e que estão profundamente mobilizadas para esta tarefa de reconstruir, não apenas edifícios e infraestruturas, mas também reabilitar vidas e comunidades".

"Tenham os poderes públicos a capacidade de criar as condições para a realização das obras, que as nossas empresas não deixarão de voltar a erguer o que a incompreensível tragédia destruiu", concluiu o presidente da AICCOPN.

Na segunda-feira, Ana Abrunhosa referiu que, caso não haja empresas nacionais disponíveis para todas as empreitadas, a CCDRC pode "ter que fazer, eventualmente, um concurso internacional".

"Teremos que fazer eventualmente concursos internacionais para a escolha de consórcios ou para a escolha de empresas porque não sei se o mercado local será suficiente", acrescentou a presidente da CCDRC.

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