Carlos Alberto França, que se encontra em Portugal, falava numa conferência de imprensa conjunta com o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, com quem, entre outros assuntos, abordou as comemorações do bicentenário da independência do Brasil, que se assinala este ano.

“A posição do Brasil é clara: estamos do lado da paz mundial. Brasil é um construtor de consensos. A nossa fortaleza é a capacidade negociadora”, disse, escusando-se a responder diretamente sobre se o Brasil condena a invasão russa da Ucrânia.

O ministro brasileiro defendeu a “paz e segurança mundiais”, afirmando que estes se atingem “instando o Conselho [de Segurança das Nações Unidas] a encontrar uma saída e não a apontar culpados”.

Aproveitou para indicar que na quarta-feira chega a Varsóvia uma aeronave com 12 toneladas de doação humanitária brasileira, a qual inclui 50 máquinas capazes de produzir água para consumo humano, comida desidratada (para 2.400 refeições) e duas toneladas de medicamentos.

“É um pequeno contributo do governo brasileiro ao povo ucraniano”, disse, recordando que no Brasil vivem entre 500 e 600 mil ucranianos e descendentes de ucranianos.

Por seu lado, na Ucrânia vivem 500 cidadãos brasileiros. Desses, disse o ministro, muitos tiveram ajuda do governo brasileiro para serem repatriados, todos pediram auxílio para sair do território da Ucrânia, e uma boa parcela voltou ao Brasil por meios próprios.

Esta quarta-feira, duas aeronaves voltarão com 80 cidadãos, brasileiros, mas também ucranianos com familiares no Brasil e cidadãos de países sul-americanos que pediram ajuda ao Brasil.

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