“O primeiro carregamento chegou a 26 de janeiro por avião e o último vai chegar amanhã, terça-feira (…). No total, 149 toneladas de concentrado de urânio vão ser somadas às reservas do país”, disse Ali Akbar Salehi, chefe da Organização de Energia Atómica do Irão à agência de notícias Fars.

Ali Akbar Salehi acrescentou que desde a entrada em vigor do acordo nuclear com as grandes potências em janeiro de 2016, o Irão tinha “importado 210 toneladas de concentrado de urânio e enviado, em contrapartida, para o estrangeiro urânio enriquecido a 3,5%”, conforme previsto no acordo.

Segundo Behrouz Kamalvandi, porta-voz da OIEA, o concentrado de urânio foi importado da Rússia.

O Irão concluiu em julho de 2015 um acordo nuclear com os países do grupo 5+1 (Estados Unidos, França, Reino Unido, China, Rússia e Alemanha), pondo fim a vários anos de crise.

Com esse acordo, que entrou em vigor a 16 de janeiro de 2016, há um ano, o Irão comprometeu-se a aceitar limitações e uma maior supervisão internacional sobre o seu programa nuclear.

O acordo incluiu uma redução das reservas de urânio enriquecido a menos de 300 quilos no Irão e que o nível de enriquecimento seja menor do que 4%, muito abaixo do necessário para alimentar uma bomba nuclear.

Em troca, as outras potências mundiais concordaram levantar as sanções comerciais e diplomáticas.

O novo Presidente dos EUA, Donald Trump qualificou este acordo como muito mau. Segundo o seu vice-presidente, Mike Pence, a nova administração norte-americana está a avaliar a sua pertinência para tomar uma decisão.

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