O governo israelita, o exército israelita “e a Mossad (serviços secretos) impediram a Síria de desenvolver uma capacidade nuclear e merecem todo o crédito”, declarou Netanyahu na rede social Twitter.

“A posição israelita foi e continua a ser: impedir os nossos inimigos de obterem” a arma atómica, adiantou.

Esta foi a primeira reação de Netanyahu sobre o reconhecimento por Israel do ataque aéreo contra o complexo de Al-Kibar, na província síria de Deir Ezzor (leste), na noite de 5 para 6 de setembro de 2007, embora não houvessem dúvidas de que o Estado judeu estava por trás dele.

O reconhecimento coincide com a multiplicação de alertas por parte de Israel contra o reforço da presença militar iraniana na Síria em guerra e apelos para que seja corrigido ou anulado o acordo entre as grandes potências ocidentais e Teerão sobre o programa nuclear da República Islâmica.

Netanyahu não mencionou o Irão na sua mensagem no Twitter.

Antes, o ministro da Defesa israelita, Avigdor Lieberman, tinha afirmado: “O poder do nosso exército, da nossa aviação e das nossas capacidades de informações reforçou-se bastante face a 2007. Todos no Médio Oriente têm interesse em ter em conta essa equação”.

Igualmente numa mensagem no Twitter, o ministro encarregado dos serviços de informações, Yisrael Katz, advertiu: “Israel nunca permitirá que a arma atómica caia nas mãos daqueles que ameaçam a sua existência: ontem a Síria, hoje o Irão”.

A possibilidade de um ataque israelita contra instalações nucleares iranianas tem sido objeto de intensa especulação.

Em 1981 e apesar da oposição de Washington, Israel bombardeou um reator nuclear iraquiano em Osirak. Um técnico francês foi morto no ataque aéreo.

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